Dossiê: Napoli

A Série Dossiê, do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, conforme prometido, começa hoje. Caso a caso, clube a clube, mostraremos um Raio X de tudo o que vimos, sentimos, compramos e vivenciamos. Itália, Inglaterra, Portugal, França, entre outros foram cenários de experiência futebolística.

Napoli

Um clube que nasceu modesto, com uma torcida apaixonada e com grandes ídolos no final dos anos 80. Nosso primeiro contato com o Napoli na Europa não foi exatamente no Estádio San Paolo, nem sequer em Nápoles. Aliás, nem na Itália foi. O contato aconteceu na Áustria.

Não, a intenção não era encontrar materiais da equipe italiana que consagrou Diego Maradona. A intenção era encontrar algo do Rapid Viena, do Salzburg ou de outro clube austríaco que pudesse incrementar o nosso material.

Mas, numa pausa em um posto de gasolina no interior austríaco (em uma cidade que, certamente não irei lembrar o nome), no setor de Revistas, além de jornais que trouxe comigo (que por sua vez, falavam mais da Bundesliga do que do Campeonato Austríaco) encontramos uma publicação austríaca chamada Ballesterer Fussball Magazine.

Revista Ballesterer da Áustria: Napoli de Diego é reportagem de capa.

Revista Ballesterer da Áustria: Napoli de Diego é reportagem de capa.

A capa, teoricamente, era para ser algum atleta da Seleção da Áustria, ou de um time de lá. Não era. A capa era comemorativa, sobre o Napoli de Don Diego Maradona, que, por sua vez, ontem completou mais um aniversário, tentando fazer sombra a Rei Pelé. Não tive dúvidas e também trouxe comigo a revista apesar de não manjar pícaras de alemão.

Assim como acontece com a sempre mediana e quase-sempre ausente das Copas do Mundo nas últimas décadas, seleção austríaca, a vida do Napoli nunca foi das mais fáceis.

A beira do Mar Mediterrâneo e fundado por marinheiros no início do Séc. XX, um calvário em divisões inferiores, uma falência temporária e um longo período de seca no Campeonato Italiano até os anos 80, se contentando até então apenas com Copas da Itália em décadas anteriores.

Vida dura para quem sempre quis ser sombra para os 2 gigantes de Milão, os 2 de Roma e os 2 de Turim. Vida dura, mas que nos anos 80, foi muito mais doce do que triste para os bravos napolitanos do belíssimo estádio San Paolo, o qual sonho em um dia visitar, assim como a cidade.

Capitaneados por Don Diego Maradona, e reforçados pelos brasileiros Careca e Alemão e a base da Seleção Italiana da Copa de 1990, o Napoli chegava a seu maior título no ano anterior a Copa do Mundo em seu país: a Copa da UEFA (atual Europa Legaue) contra o Stuttgart de Klinsmann.

O Napoli, em grande estilo, vencia os alemães no San Paolo por 2×1, gols de Careca e Maradona, e empatava em 3×3 em Stuttgart, no Neckar-Stadion. Um título grande para coroar uma luta mais gigantesca ainda. No mesmo ano, os napolitanos deixavam escapar uma Copa da Itália para a não menos valente Sampdoria.

O Napoli de Maradona: a primeira era de ouro do clube do San Paolo

O Napoli de Maradona: a primeira era de ouro do clube do San Paolo

A história do Napoli, diga-se de passagem, confunde com a de nosso aniversariante de ontem. Assim como Don Diego, a equipe do Mediterrâneo precisou chegar a beira da morte pra poder enganá-la e se fazer imortal.

Quando todos davam Napoli e Don Diego como um caminho acabado na estrada da bola, feito fênix, ressurgem para o nosso cenário. Parafraseando a Nike numa campanha publicitária recente, eles nunca vão morrer. Enganar a morte e se tornar potência internacional de uma vez pra sempre.

E a imortalidade do Napoli, como vimos e dissemos no Dossiê, virou capa de revista na Áustria. Com Lavezzi (que foi para o PSG após o caneco), Cavani e Hamsik, o Napoli derrota a gigante Juventus de Turim, conquista a Copa da Itália e volta a figurar no Planeta Futebol.

Sob a sombra de Diego Maradona em mais um aniversário e o novo (e já saudoso) astro argentino Lavezzi, o Napoli nos executa e apaixona feito uma pizza napolitana ítalo-porteña, meio Tango, meio Tarantella e mostra porque o Futebol, além de ser indestrutível como uma saga mítica italiana e dramático como Gardel, pode e deve voltar a ser global mesmo as margens do Mediterrâneo e na sombra de uma falência.

Lamento profundamente não ter encontrado um cachecol do clube Napolitano pra minha vasta coleção (trouxe vários da Europa, mas do Napoli, não achei nenhum), mas a publicação austríaca ficará, com um puta cuidado e carinho, guardadinha da experiência por lá, aqui no meu acervo futebolístico.

Na Áustria, na Itália, na Argentina ou aqui mesmo em terras Tupiniquins, viva o Napoli de Don Diego, Careca, Alemão, Hamsik, Cavani e Lavezzi.

O Novo Napoli de Cavani, Hamsik e Lavezzi: Campeão da Copa Itália

O Novo Napoli de Cavani, Hamsik e Lavezzi: Campeão da Copa Itália

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Até mais !

Luís Butti
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