Dossiê: Chelsea

Caros amigos do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, após o sucesso da primeira edição com o Napoli de Diego Maradona e cia, apresentamos a segunda edição da Série Dossiê. Viajamos para outro país bastante forte no Futebol e trazemos o que vimos dos londrinos do Chelsea.

Chelsea

Atual Campeão da UEFA Champions League, sensação da geração atual em videogames e mais conhecido do povão não-fanático como provável adversário do Corinthians no Mundial de Clubes da FIFA no próximo mês, os ingleses do Chelsea, do contrário que alguns pensam, não nasceu de ontem para hoje.

Um estranho no ninho. E com camisa do provável rival do mês que vem. Vai, Corinthians !

Um estranho no ninho. E com camisa do provável rival do mês que vem. Vai, Corinthians ! Ao fundo, os orientais que foram ignorados dentro da loja.

Sua história nasceu de uma rivalidade ferrenha, quase de bairro com o Fulham (que também terá um capítulo no Dossiê – sim, o Craven Cottage também foi visitado), e que de 2003-2004 pra cá (podemos cravar este biênio como o Boom do Futebol Moderno na Europa, com o surgimento das Mega-Arenas), ganhou mais três rivais. O Arsenal, o Tottenham e o Manchester United, mesmo este terceiro sendo de outra cidade.

O Chelsea teve décadas de muito sofrimento nos anos 70 e 80, quando via outros clubes ingleses, principalmente Liverpool e Manchester United com anos e anos de sucesso. E os Blues não conseguiam emplacar como gigantes da Terra da Rainha.

Foi muito custo e trabalho até chegar a Era de Gullit, Zola, Leboeuf, Vialli além do atual técnico Roberto Di Matteo, nos anos 80 e 90 (principalmente 90). Somados aos heróis da UCL 2011-2012 como Drogba, Cech, Terry e Lampard, estes são os grandes ídolos do Chelsea nas últimas três décadas.

Os astros do título europeu podem ser vistos em vários painéis publicitários no redor do estádio, enquanto os mitos dos anos 80 e 90, alguns deles levam nomes de Salas VIPs no Stanford Bridge. Salas Zola e Vialli, por exemplo, podem ser vistas. Craques das primeiras décadas dos Blues também tem espaço entre os VIPs.

Salas com nomes dos astros. Idéia legal dos Blues

Salas com nomes dos astros. Idéia legal dos Blues

Turbinados pelo dinheiro do magnata russo Roman Abramovich, o Chelsea, que nunca foi um clube extremamente popular como os seus rivais, ainda engatinha na arte da simpatia e de angariar torcedores quando comparado a Arsenal, Liverpool e Manchester United (embora a gente não tenha visitado os dois últimos).

E, com toda essa história recente porém vitoriosa, resolvemos visitá-lo. Sim, com a camisa do Corinthians, na caruda, mesmo na eminência de um confronto que tem chances grandes de acontecer no mês que vem.

Ao nosso lado no Museu, havia um grupinho de turistas orientais, que sabe Deus porque, foram até certo ponto ignorados pelos funcionários do clube. Mesmo com este que vos escreve usando a camisa de seu provável rival em Dezembro e se Deus quiser, Bicampeão do Mundo, fui bem tratado pelos caixas da loja. Já os funcionários do Museu são bem “fresquinhos” e com ar de superioridade.

A propósito, a loja também é bem reduzida se compararmos com os clubes que citamos acima. O Paris Saint-Germain também tem o mesmo problema (verão em breve no Dossiê do PSG). Vejam as fotos e comparem vocês mesmos com a loja de seus clubes. Não dá para se chamar de “Mega-Store” como acontece em outras.

O que o Brasil fica devendo comparado a elas é em variedade de produtos off-Futebol. Se vê muita coisa pro dia a dia, coleção verão, coleção inverno, coleção pijama, coleção social, etc etc etc….Europeu é louco por moda, e no Futebol não poderia ser diferente. Conforme o clube, tem até catálogo da temporada pra trazer e comprar via web.

Já no interior da loja, brincadeiras de ambos os lados sobre o Mundial de Clubes obviamente aconteciam, mas se notava um certo ar de arrogância perante os demais na loja, como os orientais e outros visitantes. Não é o mesmo calor humano visto em outros clubes europeus. O Tour no Stanford Bridge não foi possível fazer por incompatibilidade de horários, mas fizemos a visita no Museu.

O Museu do Chelsea deve BASTANTE a demais Museus de clubes europeus e sul-americanos, principalmente a Boca Juniors, São Paulo, River Plate, Internacional, Flamengo e Corinthians. A impressão que dá é que virou popular do dia para a noite e não está sabendo lidar com isso nem dentro da própria Inglaterra, imagine internacionalmente.

Túnel de entrada do pequeno Museu do Chelsea. 70% do Museu é quadro e pára por aí.

Túnel de entrada do pequeno Museu do Chelsea. 70% do Museu é quadro e pára por aí.

O Museu do Stanford Bridge (que é o típico estádio inglês, quadradão, chique, mas sem muitas modernidades como no Emirates ou no Old Trafford) praticamente se resume em quadros, glórias particulares de atletas e material publicitário da Adidas, referente a UCL 2011-2012.  Pouca coisa comparado a demais.

Ah, não é permitido tirar fotos com a Taça da UCL 2011-2012. Isso se paga a parte. 10 libras a foto (lembrando que a Inglaterra não faz parte da Zona do Euro). Mas isso já não é exclusividade dos Blues. Nos clubes portugueses também não é permitido. No Arsenal é.

Diferente do Arsenal, que brota gente do esgoto, mesmo em evidência midiática é bastante raro ver camisas do Chelsea pelas ruas de Londres. Até mesmo nos arredores do Stanford Bridge não se encontra. É dentro do clube e olhe lá. Se procurar bem, é mais fácil encontrar do Fulham ou até mesmo do Arsenal. O curioso é que nenhum dos três parece ser Elite, mesmo o povo do Chelsea ser mais “secão”.

Aliás, é o grande golpe sofrido pelo Arsenal é a maldita Champions League. Apesar de, em relação ao Chelsea, ter mais torcida, estádio mais moderno, ídolos de mais reconhecimento internacional, um Museu superior, o Chelsea se tornou, por acidente ou competência, isso não importa, o primeiro clube de Londres a vencer a Champions League. E isso causa um incômodo profundo em qualquer Gunner (Gunner = torcedor do Arsenal).

Os outros clubes ingleses a ter tal feito são Nottingham Forest (Nottingham), o Aston Villa (Birmingham), o Manchester United (Manchester) e o Liverpool, da cidade homônima.

A impressão sobre o Chelsea foi meio torta, não passou lisa como em outras equipes. Não sei se é pelo fato do Mundial de Clubes ou pela comparação inevitável com os demais clubes visitados. Se houvesse uma palavra para resumir o clube de Stanford Bridge seria “vazio”. Parece que falta algo abstrato ali. Não é taça nem é ídolo. É mais carisma mesmo.

No Fulham também tem pouca taça e ídolo, mas tem carisma. E quando falamos de relacionamento com o fã do esporte, é isso que conta.

Se nada de anormal acontecer, teremos um novo encontro com o Chelsea mês que vem. Desta vez, como adversário e não como turista. E deste encontro, faço questão de sair vencedor.  Fora de campo, no carisma, gigantismo e popularidade, já está 3×0 para o Timão.

Loja do Chelsea. Deve bastante a demais clubes europeus e sul-americanos. Inclusive brasileiros.

Loja do Chelsea. Deve bastante a demais clubes europeus e sul-americanos. Inclusive brasileiros.

ACOMPANHE MAIS FOTOS DO TOUR PELO FUTEBOL EUROPEU EM MEU FACEBOOK ! BASTA PROCURAR “LUÍS BUTTI” E IREI ADICIONÁ-LO.

Grande abraço !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s