Fechado Pra Balanço

Fechado Pra Balanço ! Quem apita aqui em outubro é Victor Raphael. Este que vos escreve, está de Férias.

Fechado Pra Balanço ! Quem apita aqui em outubro é Victor Raphael. Este que vos escreve, está de Férias.

Caros amigos do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, é o seguinte. Conforme havia dito dias atrás, chegou a hora de me despedir temporariamente de vocês. Durante um mês, ficarei fora do país, e por causa disso, longe da internet. Consequentemente, longe também do Blog. O mesmo, durante o mês de Outubro, ficará sobre o comando de Victor Raphael, durante este período.

Pode ser que ele poste os trinta dias do mês. Pode ser que ele poste uma vez por semana. Pode ser que ele não poste. Está absolutamente livre pra postar como e quando quiser, pra polemizar e provocar. Obviamente, dentro do propósito do espaço.

Enquanto isso, quando o relógio marcar 18:00 desta segunda dia 1/10, provavelmente estarei embarcando no voo da Swiss em Guarulhos, rumo a Europa, onde passarei por oito países (Suíça, Alemanha, Áustria, Itália, França, Mônaco, Inglaterra e Portugal).

Ok, Mônaco não é beeeeeeem um país, é um Principado, mas vale. Tem bandeira, tem GP de F1, tem um estilão diferente de se viver. Logo, estou contando como um.

Durante esse mês, quero fazer o mesmo que fiz na Argentina em Abril: estudar o máximo do comportamento do povo local perante o Futebol, a Música e seu Estilo de Vida. E depois, trocar idéia com vocês aqui e nas Redes Sociais. A propósito, o meio menos difícil de me acharem nas poucas horas de web em solo europeu será no Twitter e no Facebook.

Tentarei ir em alguns jogos pra relatar a experiência. Não sei se vai ser possível, diferente da viagem pra Argentina, estaremos em grupo na maioria do tempo e Futebol não é o propósito da viagem. Mas vou fazer o máximo.

Outra coisa: Também tentarei trazer material dos clubes de lá, principalmente os “alternativos” (que pouco se vê nas ruas brasileiras), aqueles de meio-fundo de tabela dos Campeonatos da Europa, pra que a gente poste fotos (ou quem sabe, até vídeos) interessantes sobre o Futebol Europeu aqui no Blog.

Vai valer a pena. O Blog estava mesmo precisando dar uma reinventada, caçar assuntos novos e interessantes, curiosidades, momentos retrôs que poucos conheciam. Talvez essa viagem dê uma oxigenada na pauta e espécie dos assuntos, fugindo da mesmice e do óbvio. Afinal, eu tenho horror ao óbvio.

Infelizmente perderei a oportunidade de fazer posts de momentos extremamente marcantes neste mês, como o Aniversário do Rei Pelé, os 35 anos da Quebra do Tabu Corinthiano de 1977 e a reta final do Brasileirão. Paciência.

Victor Raphael vai cumprir o papel a altura. Tenho certeza que sua veia polêmica e provocativa (até mais que a minha), vai gerar audiências e discussões interessantes a este espaço.

Fiquem com Deus ! O Blog, da minha parte, está durante todo o mês de Outubro, fechado pra balanço.  Em Novembro a gente se vê ! Se Deus quiser.

Grande abraço !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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Os nove anões (Nanicões)

Caros amigos do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, principalmente os saudosistas, é o seguinte. Este post não iria sair, mas não consegui ir dormir em paz sem falar desse assunto, que me incomoda de uma tal forma tal qual uma incessante etiqueta na nuca em uma camiseta nova.

Hoje a tarde, saiu na imprensa a relação dos doze estádios da Copa do Mundo da Rússia, em 2018. Copa esta, que irá suceder a nossa, em 2014 e, confesso: não gostei nem um pouco. Não dos estádios, mas de um “pequeno grande detalhe” que 9 dos 12 tem. Ou melhor, não tem.

Eu explico: como não é nenhuma novidade para vocês, sempre fui um defensor ferrenho de grandes Arenas (mesmo nas modernas), com capacidade clássica, na casa de 60.000, 80.000 ou até acima dos 100.000, sejam elas no Brasil, na Rússia ou sabe Deus aonde. Sou a favor de pecar por excesso do que por omissão.

Como corinthiano catedrático, me chateia pra cacete ver a Arena Corinthians (nosso exemplo do post) ser construída pra Copa do Mundo, e com a possibilidade de ficar com apenas 48.000 lugares, e não 70.000 como na Copa (a capacidade real segue em estudo dentro do clube).

Não, não me venham com papinho de média de público, de paixão do  país pelo esporte, de elefante branco (embora esse termo não caiba para o Corinthians de forma alguma). Até chamo o estádio carinhosamente e de forma relativamente pejorativa de “Nanicão”. Não entra na minha cabeça um estádio pro Corinthians com essa capacidade. mas o tema do post não é o Timão.

E eis que vejo os tais estádios da Copa do Mundo da Rússia e uma surpresa triste pros fãs de grandes Arenas, como Maracanãs, Morumbis e Mineirões: 9 dos 12 estádios russos serão MENORES que a Arena Corinthians MESMO SEM AS MÓVEIS.

Já não bastam as outras duas violências contra o Futebol já amplamente comentadas nestes quase dez meses de Blog, (no caso, os jogos com as malditas Torcidas Únicas e os clássicos com 90% x 10%), agora noto que estamos diante de outra praga: os Nanicões.

Nanicões: termo usado para designar Arenas inferiores a 50.000 lugares, que parecem grandes, mas perto de outros, são nanicas.

Estádio de Saransk, pra Copa de 2018. Maravilhoso, porém nanico. Apenas 45.000 lugares.

Estádio de Saransk, pra Copa de 2018. Maravilhoso, porém nanico. Apenas 45.000 lugares.

Caras, vocês tem noção do que é isso ? Eu achava que se tratava de uma elitização, e até certo ponto uma “higienização” (leia mais sobre o termo em notícias da política de alguns anos atrás) que se fazia necessária pra Copa do Mundo de 2014, mas eu começo a achar que não.

Vejo que a maldita mania de reduzir tudo pra 35.000 a 45.000 pessoas está ganhando o mundo. Estão invertendo o processo. No meu tempo, era gigantismo, depois buscava o povo. E funcionava relativamente bem, tanto no Brasil como lá fora.

Hoje virou nanicolismo, pra garantir aquela pequena quantia. Ou seja, é ridículo. Um pensamento pequeno, medíocre, tanto de brasileiros como de russos, e que não acredita no desenvolvimento econômico e social dos países.

Nota: perceba que tanto Brasil como Rússia, fazem parte do BRIC, países com enorme potencial para desenvolvimento, onde tudo isto refletiria diretamente no Futebol e demais manifestações populares de cada país.

É óbvio que o potencial de se encher os estádios varia de país para país, seus interesses pelo esporte e seu poderio econômico (daí entra ingresso, condução, custo de vida, milhões de fatores), mas, por mais que sejamos pessimistas, os estádios estão pequenos pra cacete. Estão mais bonitos, é verdade. Mas estão sim, nanicos.

Triste. Dói o coração ver acontecer mais esse crime contra o esporte. Estamos indo na direção certa em alguns aspectos e na direção errada em outros. Torço e faço côro pra que essa Copa do Mundo de 2014 e o que virá após a mesma, sirva de alerta sobre o tamanho de alguns estádios, que podem sim, ser maiores.

Que a procura seja muito, mas muito maior do que os estádios suportem. Quem sabe assim, a gente possa ver ampliações para a casa de 55.000, 70.000, 80.000 (vai, não precisa ser gigantão como o Camp Nou ou o Azteca. Apenas ser um pouquinho maior do que estão). Mas, do jeito que está, tá complicado. E bastante incômodo.

Resumindo, o que o Futebol está fazendo com si mesmo é como eleger uma Miss Universo Anã.

Complicado. Bastante complicado.

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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A Falência e a Falácia – O Retrato de 1987

1987, ah, o famoso ano da Taça das Bolinhas.  Da Copa União. Ano de uma polêmica fantasma que a mídia inventou, que pernambucano engoliu e que sinceramente não existe. Mas, principalmente, o ano em que o Futebol quebrou e renasceu.

O Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ revê o ano em que o Futebol precisou levar um susto pra virar o monstro financeiro que é hoje. Frustrados pelo fracasso da maravilhosa, pero derrotada,  Seleção Brasileira em 1982 e 1986 e somados a um terrível cenário econômico do país e um escândalo de loterias esportivas anos atrás, o Futebol Nacional entrava em colapso.

Já dava as primeiras mostras de colapso quando, sabe Deus porque, a Final do Brasileirão de 1986, entre Guarani x São Paulo, vencida pelo Tricolor Paulista, foi disputada apenas em Fevereiro de 1987. A CBF não reunia condições morais e financeiras de realizar um Campeonato de alto nível.

Juntaram então, a Globo, a Varig, a Coca-Cola, a Editora Abril, os 13 maiores clubes do país (os 4 de SP, os 4 do RJ, os 2 de MG, os 2 do RS e o Bahia, que posteriormente formariam o Clube dos 13), mais Goiás, Santa Cruz e Coritiba, (os mais populares de três outras praças), totalizando dezesseis. Sem explicação, caíam fora o Guarani, vice-campeão de 1986 e o América RJ, terceiro lugar. Fechou o grupo e nascia a Copa União.

Com exceção de Flamengo e Corinthians, estes, por sua vez, já com patrocínios e se recusando a trocar, todas as equipes da Copa União trouxeram Coca-Cola na camisa.

A CBF não gostou nem um pouco e tentava atrapalhar não cedendo os árbitros, pois ficara com o desinteressante Módulo Amarelo, com equipes, na maioria delas, semi-amadoras, de estados que até hoje não se pratica o Futebol Profissional com capricho como Acre, Mato Grosso, Alagoas e Espírito Santo e um Campeão Brasileiro de mentira. Uma Falácia.

Mas mesmo assim, a fórmula era um sucesso, com exceção dos números. Sim, os números foram um fracasso. Até hoje é a pior média de público da história do Brasileirão, mas essa “Falência” nos fez aprender algumas coisas muito importantes, as quais, citamos abaixo.

– Era o fim dos atrasos nos jogos de Futebol. Os clubes tinham multas a pagar caso os jogos atrasassem.

– Patrocínios e Transmissão. Talvez sem Copa União, o Futebol quebraria de vez, sem a Globo e as grandes marcas.

–  Futebol Brasileiro inexiste sem a Globo, salvo em casos extremamente esporádicos, de Finais. Não contamos o total desses casos numa mão.

– Só jogões. Nada de nanicos no meio dos gigantes estaduais (assunto que por sinal, já discutimos no Blog meses atrás).

– O Flamengo vencia o Internacional e era Campeão Brasileiro. De forma legítima e genuína.

E o Sport Recife ?

Caros, exceto na cabeça de meia dúzia de dirigentes, o Sport Recife nunca foi Campeão Brasileiro de 1987. Que me perdoem os torcedores do rubro-negro de Pernambuco, mas tudo não passa de uma Falácia anti-popular. Aceitem isso.

No ano, a bola não estava mais com a Falida CBF. Estavam com a Globo, com os clubes e com os patrocinadores. Futebol é um assunto de esferas populares, que se decide pelo povo, nunca por cartolas. O título do Flamengo aconteceu com o povo como testemunha. O “título” do Sport Recife não aconteceu. Em 1987, a CBF não apitava em nada.

 

Para a história do Futebol de verdade, ficam os clássicos, as transmissões na Globo, o gol do Bebeto em Taffarel e o Maracanã em Festa.

Para as falácias, um Futebol Falido, no esquecimento, quebrado e devedor da CBF é o grande retrato do trunfo do Sport Recife.

Talvez, este retrato também sirva para comprovar que foi ali que o Futebol renascia, feito criança, lotava Maracanãs e dava lucro.

Outra coisa: Note que, a partir dali, exatamente a partir dali, o Futebol do eixo Sudeste-Sul engrenava financeiramente enquanto o do Norte e Nordeste desaparecia e quebrava ano após ano no Brasileirão. O título do Bahia no ano seguinte parecia ser o último momento de estrelato de um clube dessa região.

E o que fica para nós no ano conturbado mas que serviu de lição, é que em 1987, quem mais lotava o Maracanã não eram os astros da bola, mas sim, a criançada do Trem da Alegria.

Provavelmente, sem querer, uma simbologia velada de um Futebol Criança, que renascia em 1987 após a lição que dava na CBF. O profissionalismo engatinhava para quem acreditava no Futebol Brasileiro.

 

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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Arrumando a Casa, Tirando a Poeira e Chamando Reforços

Caros amigos do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, é o seguinte. Sei que leitores assíduos do espaço devem estar infelizes com tamanho desleixo e vagabundagem (último post foi dia 9 de Setembro e sequer foi sobre Futebol, rs) e eu também. Confesso que também cansei de ver o Blog desatualizado, mas posso explicar o motivo.

Não, o Blog não vai fechar ou acabar. Nem muito menos vai passar a ser atualizado uma vez por mês por vadiagem (risos). Mas irá trocar de mãos temporariamente, mais precisamente por um mês.

O negócio é o seguinte. Segunda que vem (não hoje, na próxima, dia 1 de Outubro), este que vos escreve, está embarcando para o Velho Continente no período de um mês.

Do dia 1 ao 29 (levando em conta fuso horário, aeroporto, check-in e readaptação, pode botar retorno mesmo, só dia 31) estarei na Europa, passando por oito países e ficando REALMENTE AUSENTE da internet, e por conseqüência, do Blog. Ou seja, desta vez não é vagabundagem não, é ausência mesmo (risos).

Neste período, quem irá ser responsável pelos posts do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ é meu amigo Victor Raphael (twitter @VictorRapha), torcedor do Fluminense (que idealizou este espaço comigo e realiza triagens e pesquisas pontuais pra cá, diga-se de passagem), clube que, por sinal, lidera o certame do torneio mais importante do Futebol Nacional em 2012.

Ou seja: não gostou do post ? Falou merda ? Em outubro, a bola está com VR, liberado para postar o teor do assunto que quiser. Picante ? Polêmico ? Ofensivo ? Provocativo ? Água com açúcar ? Encheção de Linguiça ? Victor está liberado pra postar o tipo de assunto que bem entender (obviamente, dentro do propósito do blog).

Por outro lado, tentarei, nesses oito países, fotografar, adquirir, conversar, filmar e trazer absolutamente TODA a cultura de Futebol, Botequim e Comportamento do Europeu. Tá meio difícil, mas também tô tentando ver se consigo ir ver algum jogo, principalmente da UEFA Champions League (embora o propósito da viagem não seja este).

E, tudo o que aprender e trouxer sobre o assunto, servirá de bagagem cultural para nós, aqui no Blog ! Ainda irei voltar a postar aqui antes de viajar, passando definitivamente o bastão de outubro pro Victor, mas o sobreaviso do fim da vagabundagem neste espaço está por findar-se.

Para comunicar-se comigo na Europa, recomendo o Twitter ou o Facebook. Tentarei dar uma acessada nos mesmos sempre que possível. Agora, blog, realmente vai ser muito complicado e as chances de eu postar aqui em Outubro são meio remotas.

Voltaremos com tudo.

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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O golaço da Tia Rô

Provavelmente, você leitor, nunca ouviu falar na Tia Rô. Afinal, Tia Rô não faz gols. Nem compõe ou canta músicas. Também não está nas redes sociais, afinal é meio avessa a algumas tecnologias mesmo ainda sendo uma mulher nova, mãe de família.

Caros, Tia Rô também não torce de forma ferrenha pra time algum (creio que simpatiza com o São Paulo por conta de seus filhos – que também não são fanáticos, embora tenham sido na infância e pré-adolescência) ou frequenta estádios. Sequer deve ver os jogos na TV, quando muito em Copa do Mundo.

Mas caso você, amigo leitor do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, principalmente os que sempre estão aqui, gostam e comentam,  acham que misturar Futebol, Música e Comportamento deu jogo, saiba que Tia Rô é a principal responsável pela existência deste espaço.

Em meados de 2010, antes mesmo do Eu, Radamés Y Pelé ganhar um projeto-piloto, Tia Rô já insistia pra que eu fizesse um Blog. Eu retrucava que era besteira, que não sabia como tocar um espaço. Ela insistiu. Ofereceu profissionais, pessoas que eram experts em websites, e gentilmente recusei. Só que o tempo passou, e com amigos que compartilhavam a mesma opinião da Tia Rô, corri atrás e o Blog acabou saindo mesmo em Janeiro de 2012.

Hoje o Blog é sucesso. Já atingiu picos de acessos maiores do que o esperado e está completando nove meses de vida, de forma ininterrupta. Tendência é aumentar cada dia mais, conforme os campeonatos forem andando.

Tia Rô, mais conhecida como Rosângela Butti Cardoso, é minha tia, irmã de minha mãe e faz aniversário neste dia 9 de Setembro. Neste momento que escrevo o post, deve estar comendo um bolinho e não me assustaria se o interfone tocar chamando para uma festinha na casa dela.

Como disse, avessa a certas tecnologias, talvez Tia Rô não fique sabendo tão cedo deste post-homenagem. Mas ele existe e está aqui para agradecer pela insistência e pentelhação. Embora parado nas últimas semanas por conta de alguns compromissos profissionais e pessoais deste que vos escreve, o Blog segue mais vivo do que nunca.

E vai seguir vivo. Mas, embora ainda tenham 3 semanas antes disso, irei anunciar desde já. Em outubro, o Blog irá parar por todo o mês. Estarei fora do país (Europa), onde tentarei, evidentemente, pesquisar o máximo a interação Futebol, Música e Comportamento no Velho Continente.

REPETINDO: O Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ entra em recesso do dia 1 de Outubro a 30 de Outubro. Estarei fora do país.

Mas voltemos a homenagem. Segue abaixo uma foto da figura que fez o Blog acontecer. Obrigado, Tia Rô. Sem saber, você marcou um golaço.

 

Tia Rô

Tia Rô

 

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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Post-Lembrete: Vestindo Preto e Branco

Hoje tem.

Hoje tem.

Caros amigos do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ,  é o seguinte. Este é apenas um post-lembrete de que dentro de algumas horas, o Sport Club Corinthians Paulista completa 102 anos de vida quando entrarmos no dia 1º de Setembro.

Se assim como este que vos escreve, você também é torcedor do alvinegro de Parque São Jorge, vista seu manto, prepare sua bateria de fogos de artifício, aqueça sua garganta e pendure sua bandeira na janela ou varanda porque o Reveillón Preto e Branco vai começar.

Por uma ironia do destino e por conta de compromissos profissionais, quase não poderei usar o manto durante o dia 1º, mas o espírito de celebração do corinthianismo segue vivo a cada minuto, a cada hora, a cada segundo que a gente puder viver neste primeiro de setembro de 2012. Ano, que por sinal, está sendo bastante próspero a coletividade corinthiana.

Falar sobre a história do Corinthians em post de aniversário é redundância e não o farei novamente. Você pode conferi-la em inúmeros Posts ali no search. Basta pesquisar “Corinthians” e achará vários interessantes, sobre diversas passagens da rica história do clube.

Corinthianismo nada mais é do que celebrar a mescla de tudo e transformando-os em iguais. Os negros, os índios, os pardos, os amarelos, os vermelhos, os mamelucos, os cafusos, os homens, as mulheres, os ricos, os pobres, os milionários e os mendigos.

E todos viveram felizes para sempre....

E todos viveram felizes para sempre….

É ver igualdade nos imigrantes, nos migrantes, nos paulistanos e nos não-paulistanos. Juntar os vagabundos, os operários, os garçons, as prostitutas, os artistas, os malandros, os comunistas, os socialistas, os capitalistas, os favelados, os bons, os ruins, os vivos, os mortos, enfim, o Preto e o Branco.

É celebrar o tortuoso, o difícil. Rever a epopéia do impossível e provar a ele mesmo que não é. É ser Gandhi, Macunaíma, Che Guevara e Princesa Isabel ao mesmo tempo. É relembrar Manoel Correcher, Miguel Battaglia, Alfredo Schürig, Francisco Picciochi, Alfredo Ignácio Trindade, Pai Jaú e Vicente Matheus.

Ser Corinthians também é  saudar Chico Mendes, Ayrton Senna, Elis Regina, Amácio Mazzaropi e Elisa Alves do Nascimento. Neco, Luizinho, Cláudio, Baltazar, Doutor Sócrates, Lidu e Eduardo. Além de tantos outros vivos, mortos ou imortais.

Talvez, juntando estes dois últimos parágrafos, ainda não seja possível cravar com certeza o que é ser Corinthians.

Gol do Corinthians contra o Santos em 1994.

Gol do Corinthians contra o Santos em 1994.

Neste pequeno texto-lembrete, celebremos juntos o corinthianismo. Axé !
Vai Corinthians !

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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De Pendejo te sigo….

Caros amigos do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, em primeiro lugar, perdão pelos constantes hiatos entre um post e outro. Já estou estudando como corrigir tal falha.  Hoje, iremos abordar um pouco sobre o Futebol Argentino, mais precisamente, o Racing Club.

Não sei direito o motivo, mas provavelmente, se eu fosse argentino, seria torcedor do Racing Club de Avellaneda. Racing Club. Talvez não pelas suas conquistas, mas pela pressão de seu Cilindro de Avellaneda, que literalmente treme e balança a cada jogo, e pela torcida dos caras, que possui histórias inacreditáveis, como lotar dois estádios ao mesmo tempo após uma grave crise financeira, a ponto do clube falir, e a torcida evitar sua extinção.

O Racing Club também ficou marcado por conquistar um título argentino em meio ao caos do país em 2001, na constante troca de presidentes, panelaços (o chamado cacerolazo) e protestos, com todos os jogos do torneio cancelados, e ficando apenas dois, que definiriam o título, que acabara com a equipe do Cilindro, contra o Vélez Sarsfield em Liniers.

Esta história na íntegra, você pode ler no excelente livro “Academia, Carajo !” de Alejandro Wall. Difícil de encontrá-lo no Brasil, mas em sites como a Amazon é capaz de você achar.

Racing Club de Avellaneda. 45 anos atrás, ganhava a América.

Racing Club de Avellaneda. 45 anos atrás, ganhava a América.

Racing, que por sinal, hoje completa 45 anos de sua primeira e única Libertadores da América, vencida em 1967. Na ocasião, o adversário era o Nacional de Montevidéu, o grande time da época.  Antes dele, times não menos tradicionais, como o Colo-Colo e o River Plate, surgiram pelo caminho.

Grande Racing, de Juan José Pizzuti, ex-atleta e treinador no Racing dos anos 60, que posteriormente, seria Campeão Intercontinental contra o Celtic da Escócia, no famoso gol de Chango Cárdenas. Recebeu a bola na intermediária, avançou e mandou um tirambaço pra meta dos escoceses. E o Racing era Campeão do Mundo.

Pizzuti, que por sua vez, é o grande criador da movimentação tática dos atletas, que anos depois, seria usada por Rinus Michels na famosa seleção holandesa, apelidada de “Laranja Mecânica” em 1974, vice-campeã da Copa do Mundo, perdendo para a Alemanha. Anos antes de Michels fazer tal esquema ousado, Pizzuti já o fazia com perfeição no Racing de Avellaneda.

No time do Racing de 1967, também havia outro atleta bastante conhecido do público brasileiro. O goleiro Cejas, que atuara no Santos de Pelé no começo dos anos 70, nos últimos lampejos do Rei pros lados de Vila Belmiro. Cejas já se consagrava no país vizinho, atuando em Avellaneda.

Hoje, tal conquista completa 45 anos.  Mas, passado é passado, é legal de relembrar e exaltar e pára por aí.

Nos dias atuais, a Academia tenta se reerguer e buscar, passo a passo um novo esquadrão. O Racing, que após vencer o clássico de Avellaneda contra o arqui-rival Independiente por 2×0 pelo Campeonato Argentino, perdeu o embalo ao ser derrotado pro Colón por 3×1 em Santa Fé, pela Taça Sul-Americana. Incertezas sobre a Academia são frequentes nos últimos anos.

É difícil quem é fã de time popular no Brasil não se identificar com o clube de Avellaneda. Histórias que valem a pena ser contadas e relembradas. Se você não conhece, mergulhe a fundo na história da Academia. Algo surpreendente e fascinante pros amantes de futebol, principalmente o Futebol-Resistência, ao meio de tanta modernidade, não menos desejada e necessária. Academia, carajo !

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

 

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