De Pendejo te sigo….

Caros amigos do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, em primeiro lugar, perdão pelos constantes hiatos entre um post e outro. Já estou estudando como corrigir tal falha.  Hoje, iremos abordar um pouco sobre o Futebol Argentino, mais precisamente, o Racing Club.

Não sei direito o motivo, mas provavelmente, se eu fosse argentino, seria torcedor do Racing Club de Avellaneda. Racing Club. Talvez não pelas suas conquistas, mas pela pressão de seu Cilindro de Avellaneda, que literalmente treme e balança a cada jogo, e pela torcida dos caras, que possui histórias inacreditáveis, como lotar dois estádios ao mesmo tempo após uma grave crise financeira, a ponto do clube falir, e a torcida evitar sua extinção.

O Racing Club também ficou marcado por conquistar um título argentino em meio ao caos do país em 2001, na constante troca de presidentes, panelaços (o chamado cacerolazo) e protestos, com todos os jogos do torneio cancelados, e ficando apenas dois, que definiriam o título, que acabara com a equipe do Cilindro, contra o Vélez Sarsfield em Liniers.

Esta história na íntegra, você pode ler no excelente livro “Academia, Carajo !” de Alejandro Wall. Difícil de encontrá-lo no Brasil, mas em sites como a Amazon é capaz de você achar.

Racing Club de Avellaneda. 45 anos atrás, ganhava a América.

Racing Club de Avellaneda. 45 anos atrás, ganhava a América.

Racing, que por sinal, hoje completa 45 anos de sua primeira e única Libertadores da América, vencida em 1967. Na ocasião, o adversário era o Nacional de Montevidéu, o grande time da época.  Antes dele, times não menos tradicionais, como o Colo-Colo e o River Plate, surgiram pelo caminho.

Grande Racing, de Juan José Pizzuti, ex-atleta e treinador no Racing dos anos 60, que posteriormente, seria Campeão Intercontinental contra o Celtic da Escócia, no famoso gol de Chango Cárdenas. Recebeu a bola na intermediária, avançou e mandou um tirambaço pra meta dos escoceses. E o Racing era Campeão do Mundo.

Pizzuti, que por sua vez, é o grande criador da movimentação tática dos atletas, que anos depois, seria usada por Rinus Michels na famosa seleção holandesa, apelidada de “Laranja Mecânica” em 1974, vice-campeã da Copa do Mundo, perdendo para a Alemanha. Anos antes de Michels fazer tal esquema ousado, Pizzuti já o fazia com perfeição no Racing de Avellaneda.

No time do Racing de 1967, também havia outro atleta bastante conhecido do público brasileiro. O goleiro Cejas, que atuara no Santos de Pelé no começo dos anos 70, nos últimos lampejos do Rei pros lados de Vila Belmiro. Cejas já se consagrava no país vizinho, atuando em Avellaneda.

Hoje, tal conquista completa 45 anos.  Mas, passado é passado, é legal de relembrar e exaltar e pára por aí.

Nos dias atuais, a Academia tenta se reerguer e buscar, passo a passo um novo esquadrão. O Racing, que após vencer o clássico de Avellaneda contra o arqui-rival Independiente por 2×0 pelo Campeonato Argentino, perdeu o embalo ao ser derrotado pro Colón por 3×1 em Santa Fé, pela Taça Sul-Americana. Incertezas sobre a Academia são frequentes nos últimos anos.

É difícil quem é fã de time popular no Brasil não se identificar com o clube de Avellaneda. Histórias que valem a pena ser contadas e relembradas. Se você não conhece, mergulhe a fundo na história da Academia. Algo surpreendente e fascinante pros amantes de futebol, principalmente o Futebol-Resistência, ao meio de tanta modernidade, não menos desejada e necessária. Academia, carajo !

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

 

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s