Aprendendo por osmose.

Caros amigos do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, é o seguinte. Independente de qual seja o seu time de coração, títulos e administrações quase perfeitas a parte, não há como negar que o clube mais regular (não o mais vencedor, mas o que mais briga no topo) é o glorioso Club de Regatas Vasco da Gama.

O Gigante da Colina, como é chamado, desde 2009 quando voltou pra Série A do Brasileirão, arrumou a casa pós-queda para a Segundona, e desde lá, não parou de disputar canecos. Sempre está na parte de cima da tabela ou nas fases finais de mata-matas.

E, coincidentemente, durante este processo, o clube viveu três insucessos contra o Corinthians: na Copa do Brasil de 2009, no Brasileiro de 2011 e na Libertadores de 2012.

Mas, e daí que teve insucesso ? O clube cruz-maltino levantou a cabeça e resolveu aprender algo por osmose: foi exatamente da torcida do maior algoz que o Vascão tirou a sua lição para continuar crescendo: “Não pára, não pára, não pára”. E, baseado no que a Fiel cantava, o Vasco é quem não parou.

Campeoníssimo da Copa do Brasil de 2011 com os triunfos de Fernando Prass, Rômulo (que foi parar na Seleção Brasileira e agora foi para o exterior), Alecsandro e Dedé (vulgo “o mito”), o clube também trouxe o mega-ídolo Juninho Pernambucano de volta a sua meiuca e formou um scratch de respeito. Não parou mais de disputar caneco.

Fora de campo, mais triunfos. Com a vitória de Roberto Dinamite pouco antes da queda em 2008, era preciso reerguer o clube. E não deu outra: Com esforço, suor e trabalho, o estádio de São Januário, além do sucesso de uma moderníssima loja chamada Gigante da Colina, instalada ao lado das cadeiras cativas, também teve sua pintura e seu processo de escolha de Presidentes, Diretores e demais cargos modernizados e democratizados. Era o fim do nepotismo de outras eras.

Mais recentemente, outro lançamento de respeito: o projeto cultural “Vamos Todos Cantar de Coração”, um DVD Musical, onde artistas vascaínos cantavam clássicos de seus repertórios, e é claro, canções sobre o Almirante. DVD, que por sinal, este que vos escreve pretentde adquirir em breve mesmo não sendo torcedor do Vasco.

O respaldo vascaíno acontecia dentro e fora de campo. Mas voltamos para os resultados dentro dele:

O Vascão brigou pau a pau, ponto a ponto com o alvinegro de Parque São Jorge no Brasileirão 2011 e por pouco não levou. Chegou perto do título do Campeonato Carioca, mas esbarrou no Botafogo, de Loco Abreu (hoje no Figueirense) e na Libertadores da América chegou nas Quartas-de-Final, onde só sucumbiu faltando três minutos para o rival paulista.

Além dos títulos perdidos, o Gigante da Colina teve que procurar uma motivação do fundo da alma para seguir lutando: o drama de Ricardo Gomes e seu AVC, sendo substituído por Cristóvão Borges, até então, só mais um interino. Só que Cristóvão acertou o time, não desistiu de seus ideais e devolveu ao torcedor da Cruz de Malta o respaldo que merece.

Alecsandro comemora mais um gol pelo Vasco. Provavelmente um dos maiores ícones da continuidade do sucesso vascaíno.

Alecsandro comemora mais um gol pelo Vasco. Provavelmente um dos maiores ícones da continuidade do sucesso vascaíno.

No Brasileirão de 2012, achavam que o Vasco da Gama ia dar uma sumida do mapa do Futebol Brasileiro. Quanta bobagem. Olha lá o Vascão de novo brigando no topo com Atlético Mineiro, Grêmio e Fluminense ! Quem diria. A voz da torcida do maior trauma vascaíno, virava mandamento sem saber.

O Vasco (na opinião deste, que não é cruz-maltino, mas que acompanha a evolução do Futebol) novamente tem um scratch digno dos grandes Vascos no decorrer da história.

Desde o Expresso da Vitória dos anos 40, o Vasco de Roberto Dinamite e Zanata em 1974 no Brasileirão contra o Cruzeiro ou o Super-Vasco de Sorato, Bismarck, Mazinho e o equatoriano Quiñonez (e sua clássica cabeleira) em 1989 no Bicampeonato Brasileiro contra o São Paulo no Morumbi.

Também não esquecemos o Vasco de 97-98, Campeão Brasileiro e Campeão da Libertadores de 1998, o Vasco Vice-Campeão Mundial de 2000 e Campeão Brasileiro do mesmo ano, com Romário, Edmundo, Mauro Galvão, Odvan, o goleiro Hélton, Ramón, Viola e o próprio Juninho Pernambucano, o atual astro de um novo scratch que pode entrar para a história do Futebol Carioca, Brasileiro e Internacional.

São muitos Vascos pra citar. Mas a questão é que, “aprendendo por osmose”, podemos, sem sombra de dúvidas, esperar a equipe de São Januário se destacando neste Brasileirão de 2012, e nos torneios importantes do próximo ano.

Agora, no Bonde São Januário, também se aprende pelo que vem de longe. E a ordem, aprendida de um outro alvinegro, mas da paulicéia, é “Não pára, não pára, não pára !”. E não parou.

Boa, Vascão !

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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