Sob a sombra do passado.

O Flamengo, mais uma vez Campeão Brasileiro de 1992. Exatos vinte anos, a mística vive sob a sombra dos Campeões de outrora.

O Flamengo, mais uma vez Campeão Brasileiro, desta vez em 1992. Exatos vinte anos, a mística vive sob a sombra dos Campeões de outrora.

19 de Julho de 1992. Com um Maracanã lotado pela Nação Rubro-Negra e poucos esperançosos da Estrela Solitária após a bifa flamenguista por 3×0 no primeiro jogo na semana anterior, com dois gols do Maestro Júnior, (hoje comentarista da Rede Globo), o Flamengo empata com o Botafogo por 2×2 no segundo jogo do clássico carioca da Final e é Penta-Campeão do Campeonato Brasileiro de 1992.

Num Maracanã tão cheio (122 mil pessoas) e uma renda de cifras interessantes para um Brasil, que na época vivia uma incerteza política, que refletia no esporte, também teve um capítulo triste: um acidente em uma das grades da arquibancada flamenguista durante o jogo preliminar, cede antes da partida e três torcedores morreram pela superlotação.

Dentro de campo, com Gilmar, Gaúcho, Djalminha, Zinho, Uidemar e Piá entre os astros, se via mais uma das N eras de ouro rubro-negras. Vinha Libertadores da América 1993 por aí (onde o scratch da Gávea seria eliminado posteriormente pelo futuro Bicampeão São Paulo de Telê nas oitavas) e uma fase onde muita gente boa era revelada no Mengão nas vitoriosas Categorias de Base.

A frase “Craque, o Flamengo Faz em Casa” era mais real do que nunca. Mas as coisas mudaram. E para pior. Bem pior.

Exatos vinte anos de hiato do seu quinto título do Campeonato Brasileiro, o Flamengo vive dias difíceis. Desde 2009, curiosamente no ano de seu sexto e último título do Brasileirão com Adriano e cia, e com a entrada da Presidente (ou Presidenta, se preferir) Patrícia Amorim, os ares rubro negros estão mais negros do que rubros.

Garotos como Adryan, Thomaz e Mattheus (sim, o filho de Bebeto, o mesmo, embalado na comemoração do gol contra a Holanda na Copa de 1994), além da geração vencedora e Campeã da Taça São Paulo de 2011 contra o Bahia na grande Final, são sim, revelados, é verdade. Mas sem o amadurecimento necessário para estourar como acontecia antes. O trabalho pára no meio do caminho.

E a pergunta que paira na mente do flamenguista: por quê ?

Após derrotas acachapantes e empates (até então, vitórias certas que escaparam), o caldeirão entornou. Só este ano, já foi Vasco, foi Emelec, foi Olímpia do Paraguai e ontem foi o Corinthians, sendo derrotado por 0x3 em pleno Engenhão, e só não coube mais porque Paulo Victor defendeu um pênalti de Emerson Sheik.

Chega ! O torcedor do Mengão perdeu definitivamente a paciência com seus dirigentes (em especial, Patrícia Amorim), com o técnico Joel Santana e com alguns jogadores, como Bottinelli e Magal, que ao meu ver (que não sou rubro-negro e isento pra comentar), não tem lá taaaaanta culpa no cartório como estão pintando não.

Outro crime imperdoável da duvidosa direção do Flamengo foi chutar Zico por “problemas internos”. Isto é, preferência por atleta e dirigente X em detrimento as indicações do Galinho. Galinho era Coordenador de Futebol do clube, e ficou quatro meses, caindo em Outubro de 2010 por questões políticas.

Colocar o Flamengo contra o seu maior ídolo pós-Dida (anos 40 e 50). certamente ferve o coração do torcedor, como perfeitamente ilustrou, com maestria, o amigo Mário Alberto, chargista do Lance! em 2010.

O futuro do Flamengo é incerto, a permanência de Joel é incerta, a provável colocação do time no Brasileirão é incerta. Não há uma previsão concreta de nada. Um gigante que está demorando a acordar e vivendo uma era sombria, se apoiando em glórias dos anos 80 e 90.

No Dia Nacional do Futebol, o torcedor do Flamengo sonha, principalmente com três coisas: o adeus definitivo ao frio e sem graça Engenhão com a volta do Maracanã pós-obras da Copa do Mundo de 2014, uma possível volta de Zico a algum cargo diretivo ou técnico dentro do clube, e uma nova conquista de um torneio grande, preferencialmente um Brasileirão, que como dissemos, uma delas, hoje comemora aniversário de vinte anos, sem muita razão para comemorar.

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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