Renasceu !

Amigos do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, vou confessar a vocês uma coisa. Que comando um blog sobre Futebol, e mesmo com imparcialidade diante TODOS os clubes, não deixo e não deixarei de ser um corinthiano catedrático de não perder um jogo no Pacaembu, não é novidade para ninguém (caso for, fique sabendo agora). Mas o que poucos sabiam é que sustento desde 1990, um carinho ímpar pela Seleção Inglesa.

Peço licença a vocês para contar uma história. Em 1990, eu era um moleque de oito anos, assistindo a Copa do Mundo da Itália (sim, aquela Copa com o fiasco do time de Lazaroni), começando a ligar de verdade para o tal Futebol auxiliado por primos, amigos e o Álbum da Copa da gloriosa Panini, em parceria com a Editora Abril.

E, sabe Deus porque, eu me encantei ali mesmo pela Seleção Inglesa, de Gary Lineker, David Platt, Paul Gaiscoigne, Stuart Pearce, Peter Shilton, Paul Parker, Chris Waddle e cia. Mesmo com um Futebol não tão vistoso ou vitorioso, apesar do 4º Lugar naquela Copa, eu pirei naquilo e dali não saiu mais de mim, como o Corinthians havia feito dois a três anos antes, embora mal sabendo o que era bola, as regras e o mundo do esporte.

Gary Lineker: o Top Striker de 1986, executa Camarões sem dó, desta vez em 1990.

Gary Lineker: o Top Striker de 1986, executa Camarões sem dó, desta vez em 1990.

A hipótese mais provável por essa paixão britânica é que, eu, como era um fã de F1 (mais até que Futebol, até então) quando mais novo, lá pela faixa de 4 a 8 anos, e via meu pai vibrar pela TV com as loucuras de Nigel Mansell, que é inglês.

Pronto. A associação foi imediata. Virava “torcedor” do Mansell por causa do meu pai (só fui ligar pro Ayrton anos mais tarde, por volta de 90, 91), e da Inglaterra, por conseqüência. Só que a conseqüência virou causa, perdi o tesão que tinha quando criança pela F1, que migrou de mala e cuia pro esporte bretão.

Daí, some a campanha bacana da Inglaterra naquela Copa e com o Corinthians Campeão Brasileiro naquele mesmo ano (só que esta é história pra um post futuro) e eu não larguei mais. Nem o Coringão e nem a Seleção Inglesa.

O tempo passou, cansei de jogar com N seleções inglesas na linha do tempo dos videogames de Futebol (a propósito, reveja o post sobre eles no Search dos nossos arquivos) e vibrar em torneios.

Sofri sim, com uma cacetada de eliminações injustas e sofridas em Euros, Copas do Mundo e pequenos campeonatos que perdíamos, e transformei pra mim, a Taça Umbro que a Inglaterra foi Campeã em 1996 como uma Copa do Mundo dos Grandes Campeões e só não saí sozinho na rua pra comemorar porque tinha que estudar e porque ninguém ia entender nada o que se passava por ali.

Hoje, com 30 anos, apesar de isento, mais maduro e sem os olhares singelos de criança e pré-adolescente, tenho sim, a minha paixão pela Seleção Inglesa intacta e cada vez maior, porém com admiração grande por outras, inclusive a Brasileira. E, por coincidência, hoje a vi jogar pela primeira vez num torneio oficial pós-surgimento deste espaço. Ela iria estrear pela EuroCopa 2012 contra a França.

Conforme falamos na semana passada nos pitacos, a França era ampla favorita, e a Inglaterra só ia funcionar se a molecada despertasse e saísse do papel. Isso faria a Seleção Inglesa despertar como em grandes momentos como 1966, 1990 e 1996 e se tornar favorita.

E mesmo desfalcada, essa despertada começoooooou a acontecer. De leve, mas foi uma grata surpresa. Não só pra este que vos escreve, mas para Lédio Carmona, para André Rizek, para Carlos Eduardo Lino e todo o scratch do Sportv, que não apostava um centavo no English Team.

E quando menos esperavam, pá ! Gol ! Lescott de cabeça, após falta na lateral, quase no bico da grande área. Explosão na minha sala. Só eu gritando gol, gritando “Chupa Filha da Puta”, sozinho, mas valendo por uns 80.000 em Wembley (que aliás, eu nem sei se cabe tudo isso, risos).

Miseráveis. Engoliram a seco o peso da camisa da Campeã Mundial de 1966, que saiu na frente dos franceses e só não ampliou pela falta de ousadia e de sorte, quando o jogo ainda estava 0x0.

A França ainda empatou o jogo minutos depois com Nasri (saco !), e dali em diante, o Placar não mexeu mais. Com chances de ambos os lados, mas nada de gol, o clássico que relembrou a Batalha de Waterloo terminou no 1×1, e as duas equipes seguem no aguardo da segunda rodada do Grupo D, que aliás, teve um zebrão: a Suécia conseguiu a façanha de perder pra fraca Ucrânia por 2×1 de virada.

A França, no compto geral, jogou melhor, é verdade. Mas que isso aconteceria, não era novidade pra ninguém. O mundo todo (exceto eu, óbvio) esperava uma goleada francesa (ou uma vitória, não goleada, mas relativamente fácil), pelo alto número de desfalques ingleses e pelo entrosamento maior da equipe de Laurent Blanc.

Go England, caralho !

Go England, caralho !

Mas confesso que gostei. Gostei muito da atuação e da movimentação de alguns moleques. Destaque pro rapaz de nome difícil, o Oxlade-Chamberlain e também pra atitude de Jermain Defoe, que substituiu o próprio Oxlade faltando uns 15 minutos pro fim do jogo. Defoe não atuaria. Seu pai falecera dias antes da partida. Viajou para a Inglaterra pro enterro, voltou e jogou uma partida dificílima, como um veterano. Monstro. Tem meu respeito.

A Inglaterra renasceu quando menos esperavam. Primeiro jogo, é verdade, tem muito o que ajustar. Mas ninguém esperava nada, ou quase nada dessa galera. E o que vimos foi um time morto nas previsões pra Euro viver novamente e ter bastante habilidade individual, uma puta raça e uma juventude que, repito, quando sacar que pode fazer história, eles vão resolver fazer mesmo. Falta só chutar um pouco mais em gol e não recuar tanto, mas tá bacana.

E no fim das contas, quem lucrou com a história foi o English Team, que agora, na sexta, dia 15,  joga contra a Suécia, que está mais perdida que “Faustão em terça-feira” com a derrota inesperada pra Ucrânia, enquanto a França encara os donos da casa, empolgados.

É, meus amigos. Vai ser duro, vai ser pragmático, no sofrimento, na base do chuveirinho como foi na maioria das vezes (quantos gols de Lineker, Shearer e Rooney foram comemorados deste jeito ? Vish !) mas iremos classificar. E queremos mais nesta Euro 2012. Parece um certo time preto e branco também citado nessa história que vocês conhecem muito bem (risos).

Renasce, galera ! Renasce e acredita, porque no fim do mês tem algo muito maior que a taça da Euro aguardando o English Team: minha admiração eterna a seleção que me fez apaixonar por Futebol.

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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