Os Extraterrestres da Europa

Lembra dele ?

Lembra dele ?

Você, que tem 30 anos ou mais, acredite,  o filme dessa coisinha fofa aí de cima, que veio de outro planeta e adorou dizer “telefone” e “casa”, está completando trinta anos.  A exatas três décadas atrás, o filme E.T., o Extraterrestre, da Universal Studios, estreava em cinemas de todo o planeta, cativando crianças e adultos de gerações diferentes.

E, como não poderia deixar de ser, o Futebol, que também tem um pé na ficção, por conseqüência, também ganhou seus extraterrestres. Na América do Sul, temos três: Rei Pelé, que dá nome a este espaço e definitivamente não é deste planeta, Don Diego Maradona, que fez coisa que o Futebol não acredita até hoje e Lionel Messi, que gostou da história e resolveu se mudar pra lá também.

Na Europa, temos vários destes seres iluminados com a bola nos pés e que não estão no mesmo patamar de meros mortais, porém, haviam dois, em particular que estavam meio sumidos do mundo real, e que estavam mais do que na hora de aparecer. Não deu outra.

Com grafias estranhas, acentuações que eu sequer tenho no teclado e nomes quase impronunciáveis, o sueco Zlatan Ibrahimovic e o ucraniano Andriy Schevchenko, deram as caras hoje em Kiev. Que os dois jogadores são craques, é indiscutível. Mas a novidade da história é que os caras são mais conhecidos DENTRO do videogame (que, mesmo tentando imitar a realidade, é uma ficção) do que fora deles.

Os caras eram mitos. Mas no FIFA e no Winning Eleven. Faltava ver pra crer em um dia que o mundo estivesse de olho. E isso aconteceu hoje.

Assim como o gracioso E.T., Schev e Ibra desceram de sua aura eletrônica dominada por Konami e EA Sports e resolveram ser protagonistas num jogo de carne e osso. Ucrânia e Suécia mediam forças em Kiev, pelo Grupo D, da EuroCopa 2012, e quando se esperava um jogo pífio, sem graça, os Extraterrestres da Europa também vieram comemorar os 30 anos do filme de seu conterrâneo mais ilustre.  Justo hoje.

A Suécia saiu na frente, com um gol de Ibra. O chamado Ibracadabra, que, para muitos, sumia quando o jogo era de grandes olhares, surpreendeu, desencantou, e quando menos esperavam,  marcou o primeiro gol da partida, causando um certo desespero na torcida local. Parecia que o fraco time da Ucrânia seria presa fácil. Não foi. Tinha mais E.T. para dar as caras.

Com 35 anos, o cara precisou de apenas seis minutos pra ofuscar Ibra e o scratch sueco: Schevchenko faz dois gols em um oportunismo digno de videogame e vira o jogo para os donos da casa. A euforia toma conta de Kiev. Os seres de outros planetas fictícios estavam, novamente nos gramados reais para mitar.

A Ucrânia vence de virada a Suécia por 2×1, mas isso, sinceramente, exceto para efeitos de tabela, é o que menos importa.  No dia em que a ficção celebra trinta anos da criatura mais adorável, o Futebol a homenageia trazendo duas figuras de lugares bem distantes pro nosso convívio.

Esperamos, assim que suas auras espaciais permaneçam entre nós por mais tempo pra que não tarde um novo reencontro entre os mortais. Ou até a próxima vez que um garoto, no videogame, escolher a Ucrânia ou a Suécia, suas moradas originais no imaginário do boleiro.

Foi como se Allejo fosse de verdade. Inesquecível, como um filme do E.T. nas telonas do cinema.  Spielberg deve estar orgulhoso com a homenagem espontânea.

E.T., telefone, casa, gol...

E.T., telefone, casa, gol…

Até mais

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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