Post Rápido: O poder da imagem

Confesso, não era o Post que estava previsto para este fim de tarde, mas o caso apareceu no Globoesporte.com e me chamou a atenção: Amanhã, jogarão em Washington, Estados Unidos x Brasil, amistoso internacional. Até aí, tudo bem. A questão é como isso foi divulgado.

Num cartaz anunciando a venda de ingressos para a partida no FedEx Field (que por sinal, deve ter casa cheia, com quase lotação máxima. 55.000 ingressos dos 70.000 disponíveis já foram vendidos), dois jogadores de cada seleção ilustram o cartaz: do lado dos norte-americanos, Donovan e Dempsey. Do lado dos brasileiros, Neymar e….RONALDINHO GAÚCHO.

Mesmo em baixa, RG10 ainda é o astro na terra do Tio Sam. Créditos: Globoesporte.com

Mesmo em baixa e fora da lista de Mano Menezes, RG10 ainda é o astro na terra do Tio Sam. Créditos: Globoesporte.com

Isso mesmo, o polêmico camisa 10 do Flamengo, mesmo não sendo convocado por Mano Menezes, com imagem arranhada no Brasil nos últimos meses e gerando raiva na torcida do Mengão pelas atuações pífias (com direito a uma sonora vaia após o empate do Flamengo em 3×3 com o Internacional no último sábado, no Engenhão pelo Campeonato Brasileiro), continua em alta no mercado internacional do Futebol.

E é aí que eu me pergunto. Até aonde vai o poder da imagem de um astro internacional ? Até aonde esses caras podem errar ?

Em 2008, mesmo com o escândalo com travestis, outro Ronaldo, desta vez o Fenômeno, permaneceu com sua imagem praticamente intacta perante os gringos e até aqui no Brasil. O máximo que aconteceu foram óbvias piadinhas de torcedores rivais e não passou disso. Não afetou em nada seu sucesso profissional, não afastou patrocinadores e nem arranhou a sua imagem.

Aliás, muito pelo contrário. Mesmo um ano após sua aposentadoria dos gramados na partida entre Brasil 1×0 Romênia no Pacaembu, Ronaldo continua lucrando com patrocinadores, como a Nike e a Hypermarcas, por exemplo.

Ronaldo atraiu cada vez mais crianças, empresas e clientes de sua agência de propaganda, a 9ine (lê-se Nine), que cresce de forma absurda, junto ao Grupo Ogilvy. Fora o número assustador de camisas e produtos relacionados a ele vendidos tanto para corinthianos como para não-corinthianos (com alusão a Seleção Brasileira). E o mesmo acontece com Ronaldinho Gaúcho. Vá a uma periferia ou favela carioca e conte quantos meninos com o cabelo dele e a camisa rubro-negra você encontra pelas ruas do Rio de Janeiro.

Paralelo aos 2 Ronaldos, Didier Drogba fez um caminho inverso para trabalhar a sua imagem: ao invés de limpar a barra após escândalos ou falhas técnicas, associou sua imagem a uma fundação para crianças carentes em seu país (Costa do Marfim), sem se envolver com política.

Tudo por consciência própria, sem governantes envolvidos. O que lhe dá um poder de imagem muito forte. Agrega valor, simpatia. Afinal, todo jogador é uma marca, mas que infelizmente poucos sabem trabalhar.

Esperamos, portanto, a exibição da Seleção Brasileira contra os Estados Unidos no belíssimo FedEx Field (estádio do glorioso Washington Redskins, da NFL (futebol americano)) na noite desta quarta. Que aliás é uma instituição que precisa ter a sua imagem revista com urgência, principalmente aqui no Brasil.

Leia mais no post anterior a este, o “Por um Brasil mais Brasil”, novas opiniões sobre o assunto de como aproximar a Seleção dos brasileiros.

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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