Fechou geral: São Jorge e São Judas Tadeu mais uma vez sacanearam São Januário. A classificação corinthiana e a trollagem do Santo Guerreiro

Fudeu grandão, fechou geral. Mais uma vez, como conta a história dos confrontos do Futebol, o Corinthians, de São Jorge, vence a fatura contra o Vasco da Gama, de São Januário. A escrita favorável ao clube da Fazendinha não é de hoje.

Assim como aconteceu em 1930, na Taça APEA (que deu o título de Campeão dos Campeões ao clube paulista), em 1993 no Rio-São Paulo (fase de grupos), em 1995 na Copa do Brasil, em 2000 no Mundial de Clubes da FIFA, em 2006 na Taça Sul-Americana, em 2009 na semi-final da Copa do Brasil, no Brasileirão 2011, em pontos corridos quando o Corinthians venceu o Vasco na disputa pelos pontos, e ontem, novamente pela Libertadores da América.

Aliás, desde o ano passado que, nos campos celestiais, São Jorge resolveu juntar as forças com São Judas Tadeu, o grande padroeiro do Flamengo: o objetivo ? Sacanear o grande rival, o Vasco da Gama, de São Januário, exatamente o adversário do time de São Jorge na reta final.

O Corinthians, para ser Campeão Brasileiro 2011, precisava com que o Flamengo segurasse o Vasco. Não deu outra. O Mengão ficou no 1×1 com o Vasco enquanto o Corinthians ficava no 0x0 com o Palmeiras e conquistava mais um torneio nacional.

Devotos de Judas Tadeu fecharam com Jorge: foram devidamente vingados.

Devotos de Judas Tadeu fecharam com Jorge: foram devidamente vingados.

 

Trollagem no grau máximo. A musiquinha do “Vice de Novo” ecoava no Rio enquanto o “É Campeão” era ouvido na Paulicéia. São Judas Tadeu e São Jorge estavam rindo a toa. São Januário, que não gostava nada da história, não deixou barato: resolveu se reforçar com João de Deus, o Padroeiro do Fluminense para devolver a trollagem no Campeonato Carioca: juntos, eliminavam o Flamengo da competição. E ainda assistiam de camarote os Deuses do Emelec jogarem o Fla pra longe da Liberta ainda na primeira fase.

São Jorge ficou puto. Não admitia em campos celestiais que São Judas Tadeu levasse o troco de volta. Seu fiel ginete relinchava e dava sinais de querer avançar pra cima de qualquer inimigo. A ordem no Corinthians era vingar o amigo Judas Tadeu, que para muitos, era traidor. Não com Jorge, que fiel a seus parceiros, tratou de preparar o troco para alegrar São Judas Tadeu.

Primeiro o Timão despachava o Emelec, algoz do Mengão de São Judas Tadeu na primeira etapa da Libertadores. Depois, viria a cereja do bolo. O Vasco da Gama, novamente o Vasco da Gama, de São Januário, o mesmo arqui-rival de Judas Tadeu em gramados lá de cima.

Januário até tentou, num vídeo, falar com a imensa torcida que é bem feliz de norte e sul deste país, mas tua estrela não brilhou nem na terra e nem no mar. O Coringão segurava o 0x0 no Rio de Janeiro, e venceria por 1×0 ontem, no Pacaembu, faltando 3 minutos para o fim do jogo, o que levaria a peleja para os penais.

O Guerreiro Fiel saudado por seus Fiéis e com Judas Tadeu na corrente: mais uma vitória.

O Guerreiro Fiel saudado por seus Fiéis e com Judas Tadeu na corrente: mais uma vitória.

São Judas Tadeu, de camarote, ria efusivamente. Gargalhava e a cada gole de Brahma, só não provocava Januário para não levar esporro do cara lá de cima. Mas a questão é que o gol de Paulinho lembrava o de Petkovic em 2001: no finzinho do jogo quando o Vascão já comemorava o objetivo. Em 2001, o título carioca. Em 2012, levar a partida para os pênaltis e deixar a Fiel tensa e, talvez, sem poder de reação pra empurrar o Corinthians para a vitória a cada cobrança. Insucesso em ambas.

Januário era devidamente sacaneado outra vez pela dupla de padroeiros do povão.

E, na terra, no mar e no céu, deu Corinthians, que segue para a Semi-Final da Libertadores da América, enquanto o Flamengo de São Judas Tadeu tenta reorganizar a casa, recebendo o apoio de Jorge, que por ser padroeiro da Cidade Maravilhosa, quando o Coringão não tá em campo, também dá uma força pro povão de lá.

E se o povão de lá é Flamengo, é justamente com Judas Tadeu que Jorge fechou.

Ah, e o tal João de Deus do Fluminense ? Também não passou impune. Horas antes de aprontar com São Janu, quis o destino que um certo El Tanque, que se tornara o maior fiasco da história do Corinthians, desta vez pelos argentinos do Boca Juniors, gerasse mais efusivas risadas a Judas Tadeu sacaneando João de Deus faltando 30 segundos pro jogo acabar e decisão por pênaltis chegando.

E no placar eletrônico celestial, Jorge 1, Januário 0. Deu povo outra vez.

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

 

 

 

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