Post Rápido: Era uma vez uma casa no campo

Zé, por Dálcio

Zé, por Dálcio

Uma casa no campo, do tamanho ideal, de pau-a-pique e sapê, onde se compunham muitos Rocks Rurais. Casinha cantada por um certo Zé, consagrada por uma pimentinha. E essa casinha ficou famosa, passou décadas sendo cantarolada e regravada.  Essa casinha também foi palco de muitos jingles, peças publicitárias e trilhas sonoras.

Sabe, essa casinha também presenciou o tal Zé fazer parte da maçonaria, entrar para o Hall da Fama do Clube de Criação de São Paulo e, apesar de Zé nunca mostrar qual era seu clube do coração publicamente, pode acompanhar ao lado do amigo corinthianíssimo e também saudoso Sergio Terpins a comitiva do Corinthians Casuals em 1988, quando o mesmo enfrentou o Timão no Pacaembu num amistoso emocionante.

Mas, exatamente três anos atrás, Zé resolveu ir embora. Foi montar uma casinha num lugar melhor, com visão mais bonita e com gente mais agradável do que aqui na terra. Deixou os parceiros Sá e Guarabyra aqui na terra e foi se encontrar com os alvinegros Terpins e Elis Regina.  O tal Zé ? Mais conhecido como Zé Rodrix.

Pode parecer um chavão, mas Zé Rodrix sempre foi um cara a frente do seu tempo. Além das letras que entraram para o imaginário popular, Zé Rodrix foi um dos maiores jinglistas do Brasil, sua premiação póstuma no Hall da Fama do CCSP em 2010, confesso que foi uma das coisas mais emocionantes que já presenciei na minha vida de publicitário.

Também produziu programas e peças, como o “Não Fuja da Raia”, com Cláudia Raia, na Rede Globo nos anos 90 e participou de vários LPs, entre eles, o clássico do Secos e Molhados (aquele, da mesa de jantar com as cabeças na capa). Outro clássico da carreira de Zé Rodrix foi o grupo Joelho de Porco, que participou do “Festival dos Festivais” na Rede Globo em 1985, com a canção “A Última Voz do Brasil”.

No dia de sua partida, em 22 de Maio de 2009, sentia ali que perdiamos uma pessoa ímpar para a MPB e para a Propaganda. Hoje, passados três anos de seu falecimento, o Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, homenageia quem tão pouco se envolveu com a bola, mas que tanto esteve no imaginário dos apaixonados por ela.

Zé foi, é e sempre será uma unanimidade no que tange a talento e variedade. Seja ela dentro ou fora de uma casa no campo.

A bênção, Zé ! Puta saudade, mestre.

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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