Sim, eu perdoo teus deslizes…

Bastaram dois ou três dias para o ótimo Canal Viva, do Globosat passar a reprisar o magnífico programa Globo de Ouro, em suas edições de 1987/1988 apresentados por César Filho e Isabela Garcia e pronto: o Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ já tinha uma história pra contar.

Estava eu e meus amigos, o colorado Marco Maciel, dono do site Sambario e o gremista e admirador do São José/RS,  Theo Valter acompanhando, via MSN as relíquias que o Globo de Ouro nos trazia e eis que aparece (no programa, não no MSN, risos) o cearense Fagner (isso mesmo, o do “quem dera ser um peixe”, amigo de Zico e torcedor do Fortaleza).

Fagner, não só apareceu no Globo de Ouro uma vez, mas três ou quatro. E a presença constante de Fagner, em dias, quase consecutivos, o que me deixou com uma indagação. Fagner, nos três programas que apareceu, cantou seu hit “Deslizes”. Você deve perguntar que caralhos a canção “Deslizes” ou a presença do cantor tem a ver com Futebol.

Por incrível que pareça, tudo.

Fagner, figurinha carimbada no Globo de Ouro em 1987

Fagner, figurinha carimbada no Globo de Ouro em 1987

Neste meio de semana, foi dia de decisão na Taça Libertadores da América 2012 e, assim como faço religiosamente há décadas, lá fui eu novamente para o Pacaembu para ver o Corinthians despachar o Emelec por três tentos a zero, sem a tensão que imaginávamos.

O problema é que a porra da canção “Deslizes” fez o favor de grudar na minha cachola a semana toda, incluindo o dia e horário do jogo e não sair nem a pau. No lugar de “Não Pára, Não Pára, Não Pára”, na minha cabeça vinha a maldita “Deslizes”.  E logo vi, sem querer, que a canção era justamente um retrato de tudo que acontecia ali.

Sim, o Coringão deslizava duas semanas atrás de forma bizarra contra a Ponte Preta.

Deslizava numa tarde em que a torcida cobraria de forma voraz o goleiro Júlio César, mas percebeu que o silêncio valeria mais e poupou o arqueiro de uma pressão maior. Deu certo. O clima não virou para crise e o Corinthians se classificou com exibição de gala. Com um novo goleiro, é verdade. Cássio é o dono da meta corinthiana. Aplaudido justamente, por Júlio César, agora no banco de reservas.

E como um prêmio, a cada gol, eu e mais trinta e poucos mil alvinegros recebiam o abraço da Fiel, e assim subornando, postergando ou talvez trabalhando para saciar um desejo tão antigo, que é a conquista da Taça Libertadores. Que há de chegar, e eu sinceramente espero que seja este ano.

E, após doze anos tropeçando sempre em Oitavas de Final (ou antes) para times inferiores, o que era medo, se tornava euforia e alívio. O Corinthians estava, enfim, classificado para as Quartas de Final, para enfrentar outro brasileiro: o Vasco da Gama.

E ali, no Pacaembu, mesmo com toda a isenção e respeito perante os demais times, rivais do meu Timão, ali, na arquibancada verde do Vaticano da Bola eu percebia que não teria a coragem para dizer um nunca mais, para o clube que abracei, ad eternum.

Sim, Corinthians, eu perdoo os teus deslizes.

O goleiro Cássio, do Corinthians. Próxima parada: São Januário.

O goleiro Cássio, do Corinthians. Próxima parada: São Januário.

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s