O Gerente enlouqueceu

Extra ! Extra ! Hoje, somente hoje, no Dia do Trabalho, aqui no Planeta Futebol, o Gerente enlouqueceu. Justo o Gerente do Bando de Loucos, enlouqueceu e resolveu ir trabalhar justo hoje, primeiro de maio, quando ninguém mais trabalha. Aliás, isso acontece desde 2000, quando o Gerente enlouqueceu e resolveu ir embora pra apitar também no andar de cima.

Distribuindo gols, passes, cabeçadas e campeonatos, o Gerente, ao lado da Suprema Trindade, até hoje e para a eternidade, comanda e comandará o ataque Campeão do IV Centenário nos campos de outras dimensões. Onde cada clube tem também a sua constelação, que brilha forte a cada dia.

Mas, para o Gerente e sua constelação, o Pacaembu não era o bastante. Nem mesmo os jardins de um certo Parque onde fora imortalizado em mármore e bronze ao lado de seus parceiros da Suprema Trindade e de um outro astro também bastante habilidoso, porém, não contemporâneo ao seu tempo.

Cláudio Cristóvam Pinho, o maior artilheiro da história do Corinthians

Cláudio Cristóvam Pinho, o maior artilheiro da história do Corinthians

Gerente, em gols, foi o Campeão do Campeão dos Campeões. Foi o comandante do ataque mais eficiente da história deste tal Parque, onde ele apitava por seu poder de decisão, seu faro de gol e sua presença dentro da área. Campeão no estado. Campeão nas Américas. Campeão no Mundo. Campeão nos campos dos imortais. Nos quatro grandes do estado.

Gerente era tão Gerente que, mesmo ídolo do arqui-rival, apitou até no outro Parque, tendo a autoridade de marcar o primeiro gol da história desta agremiação após a mudança para o novo nome, que perdura até os dias atuais.  E é por isso que é e sempre será o eterno Gerente, que enlouqueceu e num primeiro de maio de 2000, cismou de sair fora. No ano em que seu clube conquistava outra vez o Mundo, desta vez, Oficialmente.

Gerente era o apelido de Cláudio Cristóvam Pinho, o maior artilheiro da história do Corinthians com 305 gols em 549 jogos. Recebeu este apelido pelo seu caráter, hombridade e forma dócil de tratar as pessoas.

Seus parceiros de “Suprema Trindade Corinthiana” eram, além de Cláudio, o Gerente, são Luizinho Pequeno Polegar e Baltazar, o Cabecinha de Ouro. Os três, heróis do ataque dos 103 gols em 28 jogos em 1951, possuem bustos no Parque São Jorge, ao lado de Neco, herói dos primeiros triunfos alvinegros.

O Gerente fez o primeiro gol da história da Sociedade Esportiva Palmeiras, após abandonar o Palestra Itália nos anos 40. Jogou no Santos e também no São Paulo. Mas foi no Corinthians que se tornou um dos maiores da história, senão o maior. Morreu no dia 1/5/2000, por complicações cardíacas. E até hoje é o Gerente, dos campos de outras dimensões. Foi brilhar lá em cima, ao lado dos dois amigos, Luizinho e Baltazar.

A bênção, Gerente. O Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ relembra teus feitos e histórias.

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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