Joga bosta na Geni

Neymar, caçado pelos marcadores (e torcedores) do Bolívar. Sobrou até pedra.

Neymar, caçado pelos marcadores (e torcedores) do Bolívar. Sobrou até pedra.

Sobrou pra Neymar. No placar e dentro de campo. Vitimado por uma forte gripe, pela altitude de 3660 metros de La Paz e pela vitória de 2×1 do Bolívar sobre o Santos, Neymar, caçado feito um animal pelos marcadores do clube boliviano, viu o jogo mais do chão do que de pé.

Não deu tempo nem para o Peixe respirar. Com menos de cinco minutos, o Bolívar abria, com Campos, o placar numa infelicidade do goleiro Rafael Cabral. A bola batera na trave, em suas costas e entrava dentro das redes. O Santos empatara ainda no primeiro tempo, com Maranhão, novamente com uma falta.

Parecia trollagem. Não era. De novo numa falta, de novo com o mesmo atleta (outra vez Campos) o Bolívar fazia o segundo gol que lhe daria a vitória, o que obriga o Santos a vencer na Baixada pelo placar mínimo. E, com a altitude indo contra o clube brasileiro, era hora de Neymar entrar em cena.

Ah, Neymar. O menino que dribla, que ginga e que vai pra cima de seus algozes. De tudo que é nego torto, do mangue ou do cais do porto, já tentaram te parar. Tentam carrinhos, pancadas, trancos. De nada adiantara derrubar o rapaz de cabelos de guaxinim e olhos de águia.

Com a deusa bola, rainha dos detentos, dos loucos e dos lazarentos, fizeste o mágico em terras de Pelé e outros estádios mais. Basta. Pros rivais, era preciso apelar para o extra-campo. Num escanteio, Neymar aproxima-se ao córner, quando de repente: paf !

Pedras !

Sim, pedras ! Ou sabe lá o objeto não identificado, atingira Neymar. Na cara. Como se fosse uma prostituta barata, banalizando o esporte. Não era isso que o esporte bretão pregava em seus princípios. Mas Neymar era a Geni do processo. Foi feito pra apanhar, bom para cuspir. Porque provoca. Porque é o deboche.

Joga pedra na Geni ! Joga Bosta na Geni, Bolívar. Amaldiçoe Neymar enquanto existe tempo e não chega o jogo de volta. Quando a segunda rodada das Oitavas chegarem, a Geni do processo vai acordar. Resolver se vingar do Bolívar e classificar o alvinegro praiano no ano de seu Centenário. Na bola.

Aguardemos. O Zepelim em preto e branco vai partir pra cima dos bolivianos, que sem pedras e sem altitude, não resistirão.

Maldita Geni !

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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