Beijos, Beijinhos e Beijocas.

Amigos, hoje é o Dia Internacional do Beijo. A princípio, um dia meio nada a ver pra se associar a Futebol e tudo a ver para se associar a pares românticos, exceto se retratássemos a óbvia cena dos atletas beijando escudos em chegadas a equipes. Mas, graças a Deus estamos diante de um esporte folclórico e nos presenteou com uma figura ímpar que representou a classe beijoqueira com muito mais êxito do que as cenas clichês de apresentação.

Graças a um, até então desconhecido Jorge Augusto Ferreira de Aragão, o Futebol Brasileiro dos anos 70 ficou um pouco mais próximo do Beijo: saía de cena o rapaz Jorge Augusto e entrava em campo o centroavante Beijoca, um dos maiores astros da história do Bahia.

A origem do apelido do centroavante não poderia ser outra: os famosos beijinhos e chamegos que o camisa 9 mandava para a torcida tricolor a cada gol. O Jorge Augusto virou Beijoca na hora.

O carismático Beijoca. O centroavante do Tricolor de Aço colocou o Beijo no vocabulário do esporte.

O simpático, porém polêmico Beijoca. O centroavante do Tricolor de Aço colocou o Beijo no vocabulário do esporte.

 

Beijoca, centroavante extremamente carismático e ao mesmo tempo polêmico, louco por um quebra-pau, principalmente em Ba-Vis. Uma espécie de Edmundo do Futebol Nordestino: amado pela torcida, mas chegado numa confusão, Beijoca só não era problema para a redonda: quando ele pegava na bola, a Fonte Nova se levantava e tinha a certeza que a chance de gol do Bahia era boa.

Podia estar dormindo ou bebendo na véspera, não importava. Bola no Beijoca perto da área, era caixa. E, se era gol, dá-lhe beijinho pro delírio dos baianos.

Fora dos campos, Beijoca não queria saber nem um pouco de concentração. Dormir cedo, nem pensar. Seu histórico de fugas para boates, noitadas e botequins e sendo flagrado por Dirigentes do Bahia fazem a carreira de Adriano parecer uma freira. Só que Beijoca, diferente dos bad boys de atualmente, chegava na hora do chicote estalar e decidia. E, por isso, era amado pela Massa Tricolor.

Por sinal, uma musiquinha da torcida do Bahia consagrou Beijoca:

Eu quero ver Beijoca jogando bola
Eu quero ver Beijoca, bola jogar !

E Beijoca jogou. Não apenas pelo Bahia, mas por diversos times do país, entre eles o Flamengo, onde , em 1979 virou personagem de uma charge clássica do saudoso Henfil, presente em seu livro “Urubu”. Apesar de possuir o livro, infelizmente não encontrei a mesma digitalizada.

A charge retrata Beijoca segurando um zagueiro do Palmeiras pelas pernas e o virando de ponta-cabeça, e o placar anotando 4×1 para o Verdão, e o técnico Rubro-Negro desesperado apontando pro placar, dizendo que “Beijoca devia virar o outro marcador, não este”. Coisas de Henfil.

Hoje, Beijoca é Pastor Evangélico, seguidor fervoroso da Bíblia Sagrada, além de coordenar Categorias de Base no Futebol Baiano. Apesar de ficar longe das farras pelas novas atividades, Beijoca continua cativando as pessoas pelo seu carisma.

No Dia Internacional do Beijo, nós do Futebol estamos muito bem representados.

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

 

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