CBF. E se eu fosse Presidente ?

E se você pudesse apitar na CBF, o que faria no Calendário ? Apresentamos a nossa mudança.

E se você pudesse apitar na CBF, o que faria no Calendário ? Apresentamos a nossa mudança.

E se um belo dia você acordasse e ganhasse o poder de presidir a CBF por cerca de quatro a oito anos, podendo mudar o que quisesse no Calendário, divisões, acesso, rebaixamento, etc ? O Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ resolveu responder a questão por conta própria e apresenta como seria a CBF nas mãos deste que escreve o Blog.

Campeonato Brasileiro, Séries A, B, C e D e a Copa do Brasil

O Campeonato Brasileiro não seria mais um Campeonato Brasileiro de Tabela como é hoje. Imagine algo similar a NBA ou a NFL, tipo Ligas, onde ninguém sobe ou ninguém cai. Vamos chamá-las de Liga Principal e Liga B. O grupo de equipes seria todo ano o mesmo. A única dúvida da Liga Principal: 16 ou 32 equipes ?

Suponha que fossem 16 equipes na Liga Principal: Os 4 de SP, os 4 do RJ, os 2 de MG, os 2 do RS, o Bahia, o Vitória, o Atlético Paranaense e o Coritiba. Ponto. Estes clubes não mudam. Uma divisão geográfica coerente, até porque, infelizmente não é mais lucrativo nem compensador uma Liga Profissional com clubes do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Interior dos estados. O abismo financeiro, profissional e estrutural infelizmente matou esta hipótese.

Mas, se de repente, o Futebol voltar a crescer nos demais centros e a opção com 32 na Liga Principal fosse plausível, seriam os seguintes clubes: Os 4 de SP, os 4 do RJ, os 2 de MG, os 2 do RS, os 2 da BA, os 2 do PR, (os 16 da primeira opção) somados aos 2 de SC (Figueirense e Avaí), os 3 de PE (Sport, Náutico e Santa Cruz), os 2 do PA (Remo e Paysandu), os 2 do RN (América RN e ABC), os 3 de GO (Goiás, Vila Nova e Atlético Goianiense), os 2 do CE (Ceará e Fortaleza), a Portuguesa de Desportos e o América MG.

O porque da escolha nos novos 16 clubes da Principal ? Divisão geográfica (as 5 regiões do país), público, renda e cidades que receberão estruturas e Arenas de Sede ou Sub-Sede de Copa do Mundo de 2014. A pré-seleção cometeu algumas injustiças, como a ausência de Finalistas de Brasileirões ou Copa do Brasil, como o Guarani, o São Caetano, o Bangu, o Criciúma ou o Juventude. Paciência. Não dá para acomodar todo mundo.

O que aconteceria com essa galera que está dentro ?

Se fechar em 16, um Regulamento similar ao da Copa União de 1987.  Todos contra todos, Finalistas se enfrentam em ida e volta. Dois placares iguais ? Pênaltis. Se fecharem em 32,  divisão em quatro grupos de 8, mesclando regiões, e, se possível, alguns clássicos regionais. Destes 32, 2 classificados de cada grupo de 8.

E daí em diante, Mata-Mata da mesma forma: ida e volta, sem vantagem do empate ou gol fora. Tudo igual ? Pênaltis. A vantagem do empate não existe mais. O critério para os jogos das Quartas de Final ? Acho que sorteio seria mais interessante e mais dinâmico do que classificação. Você NUNCA sabe onde e contra quem irá jogar, mesmo depois de classificado e seu antigo adversário do Grupo “ao lado” também.

O que aconteceria com a galera que NÃO ESTÁ dentro ?

Daí, entra um ponto crucial. É complicado excluir da disputa nacional estes clubes citados parágrafos acima que não estiverem dentro. Destes clubes, se juntariam outro grupo de 32, baseados em Rankings Nacionais e Regionais, formando uma Sub-Liga ou uma Liga B.

O Campeão desta Liga B, NÃO ENTRARIA na Liga Principal no ano seguinte, mas disputaria o Torneio Campeão dos Campeões Brasileiros, abrangendo o Campeão da Liga Principal, o Vice-Campeão da Liga Principal, o Campeão da Copa do Brasil e o Campeão da Liga B. Deste pequeno Mata-Mata, sairia o Campeão dos Campeões Brasileiros do ano em disputa.

Todo mundo entra na disputa, sem se meter na parte Administrativa e Estrutural de cada Liga. Ou seja, você pode ser um time do interior. Mas pode ser Campeão Nacional do mesmo jeito. Se esta Liga B fosse na ocasião de 16 clubes na Liga Principal, o critério pelos Rankings e Estaduais seria mais severo. O corte aumentaria muito. Porém, esta Liga B sim, haveria Rebaixamento e Acesso, diferente da Liga Principal.

As vagas em Libertadores e em Sul-Americanas

Para a Libertadores, por questões óbvias, ficariam com os 4 clubes semi-finalistas da Liga Principal e o Campeão da Copa do Brasil (isto levando em conta que o Brasil possua 5 vagas).

Caso o Campeão dos Campeões Brasileiros seja um clube da Liga B, a vaga vai pra ele, e o quarto colocado da Liga Principal perde a vaga. Se o Campeão da Copa do Brasil for o mesmo Campeão dos Campeões Brasileiros, aplica-se a seguinte e simples regra:

– Se o Campeão da Copa do Brasil pertencer a Liga Principal, a vaga vai para o quarto colocado da Liga Principal.

– Se o Campeão da Copa do Brasil pertencer a Liga B ou um clube sequer filiado a mesma, a vaga na Libertadores vai para um clube da Liga B.

Para a Sul-Americana, levando em conta que sejam oito vagas brasileiras, classificam-se os seis melhores da Liga Principal (provavelmente os quatro eliminados nas Quartas + os 2 melhores que não chegaram ao Mata-Mata) e mais dois da Liga B, que não chegaram a Libertadores, seja pelo Campeonato dos Campeões Brasileiros ou pela Copa do Brasil.

A Copa do Brasil. Muda ?

Não, a Copa do Brasil não muda quase nada. Permanece praticamente do mesmo jeito que está hoje. A única mudança seria a presença dos clubes que disputam a Libertadores da América desde o início da competição nacional.

A mudança mais brusca seria a Grande Final. Seria algo similar a UEFA Champions League. Um jogo único num estádio neutro, decidido meses antes dos clubes que irão jogar a competição. Se decidiu que a Final da Copa do Brasil 2013 será no Serra Dourada, e por um acaso, o Goiás estiver nela, paciência. Vai jogar em casa, mas sem vantagem do empate ou gol fora. Empatou, Pênaltis.

E a Seleção Brasileira, como fica ?

Outra mudança interessante. Aconteceria algo similar ao que acontece na Inglaterra, onde uma instituição cuida do Campeonato com os clubes e outra cuida da Seleção Inglesa. A diferença é que tudo seria na CBF, dividida em dois braços: O Núcleo Clubes e o Núcleo Seleções (abrangendo Sub-17, Sub-20, Feminina, Olímpica, Salão e Praia, estes dois últimos inclusos recentemente nos Calendários FIFA).

Quando as Seleções Masculinas e de campo jogassem, não haveria jogo entre os clubes, sendo Data FIFA ou não.

Estaduais

Como são inúmeros, não irei apontar mudanças muito bruscas em cada um. Mas, a idéia é que pelo menos os 16 gigantes da Liga Principal entrassem apenas na Fase Final dos Estaduais (reduzidos em sua duração para no máximo 3 meses e meio, incluindo Finais, o que acarretaria uma diminuição drástica no número de clubes. O Paulistão, por exemplo, ao invés de 16 (exceto os 4 grandes), teria de 6 a 8 clubes apenas).

Uma “novidade das antigas”: o retorno das excursões

Antigamente era comum, hoje é raríssimo. Porém, com a diminuição tanto dos Estaduais como dos Nacionais, sobrariam alguns meses para que os clubes excursionassem ao Exterior. A adequação ao calendário Europeu e Sul-Americano facilitaria este intercâmbio internacional de equipes. Ou seja, voltaria a ser comum os clubes brasileiros disputando pequenos torneios fora do país nos hiatos entre os campeonatos daqui.

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E aí ? Gostou do nosso Modelo de CBF ? Envie sua sugestão, seu modelo, crítica ou elogio pra que a gente possa debater.

Grande abraço !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

 

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