O Divino mais verde de todos.

Caros, sei que é muito difícil fazer o que estou fazendo aqui. A maioria absoluta dos blogueiros de Futebol não o fariam, por mais imparcial que fosse. Aliás, tirando o Rica Perrone, eu não lembro de nenhum que fez algo parecido. Mas este post é uma homenagem ao maior craque do arqui-rival do meu clube de coração.

Hoje, o Divino está completando 70 primaveras. Sim, Ademir da Guia, o maior jogador da história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Atleta, Político e homem, com moral, ética e que sempre respeitou seus adversários, inclusive o meu Corinthians, na época do tabu.  Com justiça, ao lado de Waldemar Fiúme, Junqueira e futuramente, o goleiro Marcos, Ademir da Guia é um dos raros atletas do Palmeiras a receber um busto nos jardins do Palestra Italia.

Ademir da Guia, no Pacaembu.

Ademir da Guia, no Pacaembu.

O DNA de craque não está restrito a seu pai, Domingos da Guia, que conseguiu a proeza de figurar na zaga da Seleção de Todos os tempos tanto do Corinthians como do Flamengo, mas também de seu tio, Ladislau da Guia, até hoje o maior artilheiro da história do Bangu. Bangu, que por sinal foi o clube que revelou o próprio Divino para, futuramente brilhar no alviverde imponente.

O Rio-São Paulo de 1965, o Campeonato Brasileiro de 1972 e 1973, Campeonatos Paulista de 1963, 1966, 1972, 1974 e 1976, Taça Brasil de 1967, e os Robertões, também de 1967 e 1969, todos os títulos pelo clube de Palestra Itália, foi o Camisa 10 da provável equipe palmeirense que mais brilhou na história do clube. Ao lado de Leivinha, Dudu e cia, formou as duas gerações, nas quais o Palmeiras foi chamado de Academia.

Também disputou a Copa do Mundo de 1974, mas sem grande oportunidade. Jogou apenas a disputa de terceiro e quarto lugar contra a Polônia, vencida pelos poloneses por 1×0, gol do artilheiro da competição, o carequinha Lato.

Hoje, Ademir da Guia foi brilhar em outros campos, bem mais nebulosos do que os verdes como a camisa do Palmeiras: na Política. Filiado (e eleito vereador) pelo PC do B de São Paulo e, posteriormente migrado para o PL do Paraná, Ademir da Guia é um dos representantes da classe boleira na Política, local onde também figuram os ex-corinthianos Marcelinho Carioca, Dinei, Biro-Biro e Wladimir, o Baixinho Romário, seu parceiro de ataque Bebeto e os ex-atleticanos Marques e Rei Reinaldo, só para citar alguns nomes mais conhecidos.

Ademir da Guia não engrandeceu apenas a história palmeirense, mas o nosso próprio lado da rivalidade foi engrandecido. Talvez, se o Corinthians tivesse vencido o Palmeiras em 1974, provavelmente a história do Tabu corinthiano não fosse tão forte e tão significativa emocionalmente pra Fiel. E a história do Divino, com a camisa do Palmeiras também não. Os Deuses do Futebol quiseram assim, portanto, que seja assim. Como Ademir da Guia sempre foi, é e será, nestes 70 anos brilha o Futebol que é Divino e Maravilhoso.

Feliz Aniversário, Ademir da Guia !

Mais tarde a gente volta !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

 

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2 respostas para O Divino mais verde de todos.

  1. Calinka disse:

    Bonita a matéria, Butti.

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