Gaaaaaaaaaaaaaaaaaalô !

Amigos do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, o Galo Forte e Vingador de Belo Horizonte, o nosso glorioso Clube Atlético Mineiro completou, neste domingo, 104 anos de vida e glórias. Nada mais justo do que retomar o Blog com um Post homenagem ao clube das massas de Minas Gerais.

Escudo atual do Clube Atlético Mineiro

Escudo atual do Clube Atlético Mineiro

Eu, como corinthiano, admirador e pesquisador profundo dos meus adversários, eu vejo o Atlético Mineiro como um retrato vivo de Minas Gerais. A história do estado passa pelo Galo, e o Galo passa pelo desenvolvimento das “Geraes”, como diria um certo clássico da MPB.

Desde os tempos de inconfidência mineira, o povão das Gerais foi obrigado a aprender a esperar. Muito sangue, suor e lágrimas foram derramados durante décadas e décadas pela Liberdade. Tempos depois, Minas Gerais foi o ícone da Redemocratização do país, que, vitimado por Repúblicas e Ditaduras, o tempo foi cruel com o povo de lá. Não foi algo da noite pro dia.

E mais uma vez o mineiro fez valer a sua força. Demorou, mas com um Brasil novo, colocou um Presidente mineiro no poder. Um não, vários.

Também foi assim na Corrida do Ouro. Não se batia a batéia apenas uma vez para encontrar o ouro. Não se cavava a mina tudo num dia só. Quantos e quantos encaravam minas profundas por meses, lutando por algo muito mais valioso ? Esperança. Esperança que as riquezas irão surgir no solo mineiro.

Na cultura e na culinária, o tempo também era um personagem presente na vida do mineiro. Para se fazer um queijo era preciso esperar curar, o leite estar no ponto. Com a pinga, a mesma coisa. O tempo dava a qualidade e o paladar. A colheita, a lavoura, no trabalho. Tudo foi colhido em compasso de espera.

E essa espera refletiu no futebol. Se o atleticano é um espelho do povo de Minas, estava escrito que era preciso esperar. O Atlético Mineiro já era um dos melhores times do país nos anos 40. Mas precisou esperar trinta anos para o Brasileirão ser criado para que o Galo se tornasse o Campeão Brasileiro em 1971.

Complete a frase: Rei, Rei, Rei....

Complete a frase: Rei, Rei, Rei....

Após 1971, o Galo abocanhou duas Copas CONMEBOL e bateu na trave em diversos torneios nacionais. Também chorou e sorriu com derrotas e triunfos. Triunfos, que por sinal, bem maiores que as decepções. Mas não era o bastante: seguiu esperando por dias melhores e conquistas maiores, que estão por vir.

Ser Atlético Mineiro é um exercício de esperança.

Não cansa. Dá prazer. O coração chora sorrindo. Porque este clube é o espelho de Minas Gerais. E se não existir um relógio pautando sua rica história, não é Minas Gerais. Pra ser Galo, precisa demorar. Como um Galo, que espera a Lua ir embora para cantar.

E, durante este tempo, ele luta. Luta até contra o vento, como definira o saudoso escritor atleticano Roberto Drummond: se, num varal, durante uma tempestade, tiver uma camisa do Atlético Mineiro, o atleticano torce contra o vento. E é bem por aí mesmo.

Torcida do Atlético Mineiro, pra variar, lotando o Mineirão

Torcida do Atlético Mineiro, pra variar, lotando o Mineirão

Libertas Quæ Sera Tamen, Galo ! Libertas que tens o grito de “Galôôôôô” como tua Inconfidência.

Feliz Aniversário, Vingador !

Até mais !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

 

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3 respostas para Gaaaaaaaaaaaaaaaaaalô !

  1. Fábio disse:

    Muito legal seu texto, Butti. Minas, com certeza, está orgulhoso dele. Só uma correção: o Campeonato Brasileiro começou em 1959 com a Taça Brasil, o primeiro torneio criado para eleger o campeão do Brasil. O que conhecemos como Brasileirão de hoje já teve vários nomes: além de Taça Brasil, Torneio Roberto Gomes Pedrosa, Taça de Prata, Campeonato Nacional de Clubes, Copa Brasil, Taça de Ouro, Copa União, Campeonato Brasileiro, Copa João Havelange, Campeonato Brasileiro Serie A. Abraços.

    • luisbutti disse:

      Que seja. Ainda assim, o Grande Galo dos 40 precisou esperar um tempo. Menor que 1971, é verdade. Mas o contexto segue.

      Fiz o contexto do Brasileirão para que a gente unisse a espera ao triunfo atleticano.

      Abraços !

    • luisbutti disse:

      Na verdade, eu usei o Brasileirão por ter sido a grande conquista do Galo, e marcado por ser o pioneiro dos Brasileirões, mesmo sabendo que já existiram outros antes dele, com outros nomes.

      Mas mesmo que a gente considere os torneios dos anos 50 no texto, ainda assim, o Galo sofreria um hiato e a espera cairia novamente no contexto do dia-a-dia atleticano.

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