Eles não são mais tudo isso. Ou são ?

Amigos do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, é o seguinte.

Na quarta-feira, o Fluminense venceu o Boca Juniors da Argentina, eterno bicho-papão de Taça Libertadores em plena La Bombonera, por 2×1. Para muitos, um feito heróico. Para mim, algo questionável. Não pela força do Fluzão, que esta sim, não cabe questionar, mas pela fragilidade do Boca Juniors nas últimas temporadas, principalmente após a saída do mito Carlos Bianchi.

O último triunfo do Boca. 2007, contra o Grêmio.

O último triunfo do Boca. 2007, contra o Grêmio.

Não é a primeira vez que o Boca Juniors é tombado por clubes brasileiros. Em 2003, foi o modesto Paysandu, que, apesar de perder a vaga no jogo de Belém do Pará, assustou o Boca vencendo na Bombonera. Boca, que por sinal, se sagrava Campeão do mesmo ano. E, em 2008, o Boca chegava na Semi com a pompa de ser o Campeão 2007, e sucumbiu para o mesmo Fluminense, sendo eliminado. De lá pra cá, nada de assustar.

Ausente de várias Libertadores e de volta agora em 2012, eu ainda não consegui detectar se o Boca Juniors realmente ainda é o monstro que assusta tudo quanto é time que vai jogar lá ou é só mística que ficou no passado. Nos anos 90, por exemplo, vencer o Grêmio em Porto Alegre era praticamente impossível. Hoje qualquer um vai lá e tira 3 pontos do Tricolor Gaúcho. Então, fica o questionamento, se é tradição ou mística das antigas. Mas, pelo sim e pelo não, começo a acreditar piamente na segunda opção.

Porque eu acho isso ? Porque o Futebol Sul-Americano, com exceção do Brasil, se encontra falido e sem renovação de talentos em seus principais clubes. Quem é latino, é craque, com talento de decidir uma Libertadores, está na Europa desde os 7, 9 anos e hoje decidindo Champions League e Liga Europa. Fora patrocínios minguados, estádios vazios e alguns gigantes de outrora disputando Segunda Divisão.

Não vemos mais garotos de 19, 20 anos decidindo Fases Finais de Torneios Sul-Americanos e virando lendas para os gigantes do Continente off-Brasil, que nem o Neymar anda fazendo por aqui, por exemplo. No Boca, após Tévez, que está infeliz na Europa, e Riquelme que está pra encerrar a carreira, nada de novos gênios. Resumindo: O cenário para clubes sul-americanos não-brasileiros no que tange a renovação de craques é meio crítico. Pra não dizer outra coisa.

As exceções são a Universidad de Chile (La “U”), que mostra ter uma geração interessante, já há alguns anos, e a LDU do Equador, que apesar de ausente da Libertadores 2012, vira e mexe abocanha um torneio continental. Mas voltemos ao Boca. Ou ao meia-Boca, sei lá. A decisão sobre essa incerteza da força de verdade do maior clube argentino vai ficar para Maio, quando começam as fases de mata-mata do torneio.

Fase Final, a qual, eu começo a pestanejar, de verdade se o Boca estará nela. O Grupo não é mamão com açúcar. Ao lado do Boca Juniors, no mesmo está o Fluminense, que para mim, favoritíssimo do grupo, o Arsenal de Sarandí, também da Argentina, que deve complicar, e o Zamora da Venezuela, que é uma incógnita. A princípio, candidato a saco de pancadas. Mas, vai saber.

Aguardemos os próximos capítulos deste intrigante questionamento, o qual eu abro para você opinar. Vamos lá ?

A enquete não fecha. Você pode votar quando quiser.

Grande abraço !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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