Ovais

Rapazeada do Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ, neste fim de semana acontecerá algo especial com o Futebol Brasileiro.

Não, não se trata de nenhuma mega-contratação de clube ou inauguração de estádio, mas é o único final de semana onde o Futebol Brasileiro tem, por algumas horas a atenção dividida com o Futebol Americano.

Não é difícil entender o esporte. O objetivo é chegar na endzone, seja pelo chão ou pelo jogo aéreo. Cada equipe possui quatro tentativas para avançar pelo menos 40 jardas. E o resto, é na base dos sacks e tackles, equivalentes aos nossos trancos e carrinhos (no caso deles, apenas com as mãos). Quem fizer mais pontos, vence o jogo (á vá ? não diga ? ).

O curioso é que o empate, bastante frequente no Futebol com os pés, é raríssimo na NFL. Só acontece quando, após empate no tempo normal, mais duas prorrogações de 15 minutos permanecem empatadas. No caso de amanhã, prorrogação até alguém vencer.

Afinal, amanhã é dia de SuperBowl, na National Football League, a nossa gloriosa NFL.

Jogarão, as 21:30 de Brasília, no Lucas Oil Stadium, em Indianápolis as equipes de New York Giants e do New England Patriots, disputando o cobiçadíssimo troféu Vince Lombardi. Esta segunda equipe, mais famosa (ou menos desconhecida) entre os não-fãs da NFL por ser o time de Tom Brady, marido da gremista Gisele Bündchen.

New York Giants (de branco e vermelho) x New England Patriots (azul marinho)

Pros catedráticos, ortodoxos e setentões de arquibancada, parece um absurdo, um escândalo que a NFL consiga dividir espaço com o Futebol com os pés. Para a geração na casa dos vinte ou trinta, nem tanto.

Mas vale assistir por quatro questões.

A primeira porque o Futebol da Bola Oval está, cada ano que passa, conquistando mais e mais adeptos (eu, por exemplo), principalmente entre os jovens, provocado pelo fenômeno ESPN e seus narradores figurões Everaldo Marques e Paulo Antunes, e consequentemente entendendo do esporte, mais por dentro do ambiente você fica, e acaba, por tabela conhecendo outros fãs de Futebol tradicional (sim, os fãs de NFL no Brasil  também tem um time de Futebol, risos).

A segunda é pela mega-estrutura dos estádios e pensamentos de transformar o esporte em negócio, sem perder a essência, que estão inspirando as grandes Arenas que dominarão o país nessa década do esporte. Ou seja, dentro de quatro, cinco anos, o Futebol Brasileiro, pelo menos na sua primeira divisão nacional, deve ser jogado praticamente todo em Arenas deste nível, como na NFL.

A terceira, é que o Lucas Oil Stadium, em Indianápolis, é um dos favoritos dos Estados Unidos para ser a Final da Copa do Mundo, nas candidaturas seguintes dos norte-americanos ao evento. É bem provável, que, após a derrota para o Qatar na disputa pela sede de 2022, os EUA tentem novamente a candidatura para anos futuros. E o estádio do SuperBowl, entra fortemente na disputa para sediar a Finalíssima.

E a quarta, porque se trata do evento esportivo mais cobiçado, rentável e assistido do planeta. Isso mesmo. Esqueça as Olimpíadas, a Copa do Mundo, o Mundial de Clubes FIFA ou a UEFA Champions League. Financeiramente, comercialmente e popularmente, o SuperBowl engole todos eles. Se bobear, juntos. Pra se ter uma idéia, até mini-show tem no intervalo. Amanhã, a Diva do Pop Madonna (que aliás já figurou em um post aqui no EU, RADAMÉS Y PELÉ) cantará nos 15 a 25 minutos de intervalo.

Por falar em intervalo, se você (assim como eu, que não tenho ESPN) assistir por alguma emissora americana na Web como a CBS, ESPN Americana (em inglês) ABC, FOX Sports ou o  próprio canal da NFL, fique de olho nos comerciais do intervalo do SuperBowl. Ao lado da partida, eles são as grandes vedetes do show.

O fato é que, amanhã, após as rodadas dos estaduais, o povo vai estar ligadinho na ESPN ou no Esporte Interativo, que transmitem a partida. Aliás, pela primeira vez, uma Rádio transmitirá Futebol Americano para o Brasil: a Estadão/ESPN.

E eu como fã (apesar do meu Pittsburgh Steelers ter sido eliminado no Wild Card (equivalente a nossa Repescagem) pelo Denver Broncos), estarei, obviamente ligado na telinha, acompanhando a Final. Porque, neste domingo, as ovais, provavelmente serão mais cobiçadas que as redondas.

No mais, envio-lhes uma foto, que tirei ao lado da estátua de cera do grande Joe Montana, ídolo do gigante San Francisco 49ers no começo dos anos 80, e eu usando a camisa de meu clube, provando que a rixa entre bolas redondas e ovais não passa de uma grande bobagem.

Joe Montana e Eu

Joe Montana e Eu. Unindo o Futebol com os pés e o Futebol Americano da NFL. Museu Madame Tussauds, em Las Vegas

Grande abraço !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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