458 Paulicéias

Caros amigos, nesta quarta feira que vai se encerrando, foi comemorado o 458º  Aniversário da Cidade de São Paulo.

Mas, para quebrar todos os clichês sobre música, futebol e aniversário de  Sampa, não vou abordar o Corinthians, nem o São Paulo, nem o Palmeiras, nem a Portuguesa de Desportos, muito menos o Nacional ou o Juventus da Mooca.

Neste dia 25 de Janeiro, se estivesse vivo, o Maestro Antônio Carlos Jobim também faria aniversário. E, apaixonado pelo Futebol, como sempre foi, Jobim, que inspirou o nome deste blog (leia o Post sobre a Canção que Dá Origem a ele, no topo do background) com o chorinho Radamés Y Pelé, certa vez, resolveu homenagear esta cidade, que tanto lhe acolhera.

Assim como acontecem nos grandes clássicos no Pacaembu ou no Morumbi, é impossível amar São Paulo sem odiar. Ou odiar sem amar.

Porque amar uma cidade cinza, feia, bucólica, que não pára, que tem pessoa saindo pelo ladrão, com alagamento, assassinato, pobreza e lentidão no trânsito ?

Provavelmente, porque ela também conta com o MASP, o Anhembi, as Marginais, o Pacaembu, a Rita Lee, os Titãs, o Ira!, o Ultraje, Seu Nenê, Adoniran e Germano Mathias, sua Tropicália, sua vida noturna operária ou boêmia, o Edifício COPAN e o Terraço Itália, a Av. Paulista, a Ponte Estaiada, a Liberdade, o Brás, o Bixiga, a Barra Funda, a bateria do Vai-Vai, a Velha Guarda do Peruche e do Camisa Verde e Branco, o ar puro (embora raro) do Ibirapuera e a miscigenação da Liberdade. Fora os clubes de futebol e suas torcidas, que dão razão a este blog de existir.

E tudo isso nos faz amar sem questionar. E cantar a cidade sem ser paulistano,  como fizeram Tom Jobim e Caetano Veloso.

Li certa vez, sobre amar São Paulo, que o amor é cego. E é.

Assim como clássicos imprevisíveis em suas finais de Campeonato, Sampa, mais do que nunca, é o avesso do avesso do avesso do avesso.

Exatamente como uma partida de Futebol, onde nunca existe uma lógica.

Nós, paulistanos ou não, mas que vivem na cidade (segunda opção, presente), afirmamos que, como num Pacaembu, num Morumbi, num Palestra Itália, Canindé, Javari ou Nicolau Alayon, ou nos vindouros Arena Corinthians, Arena Palestra e Novo Morumbi, de fato, alguma coisa acontece em meu coração.

Feliz Aniversário, Sampa !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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