Balada Nº 7

 

Acabou o cartaz do Seu Mané.

Vitimado pelo álcool e depressão, seu nome se apagava pouco a pouco, mas não sumia.

Longe da era gloriosa do Botafogo e da Seleção Brasileira, Mané Garrincha percorria uma linha nada tênue e vitoriosa como as laterais dos gramados, que por ali, tanto transformou seus marcadores em “Joões”, como ele mesmo costumava dizer.

Nem mesmo os longa-metragens e canções faziam a “Alegria do Povo” voltar a sorrir. Apesar de ser garoto-propaganda do IBC – Instituto Brasileiro de Café, Mané estava triste. Seu cartaz, pouco a pouco ia desaparecendo. O que fortalecia, era a força de seu nome.

Em Fevereiro de 1971, alguns meses após o Tricampeonato da Seleção Brasileira (sem Mané), o paulistano e palmeirense Moacyr Franco, imortaliza a fase triste de Mané Garrincha, ao gravar, de Alberto Luiz, o clássico “Balada Nº 7”.

Provavelmente, uma das poucas canções que homenageiam um jogador sem fazer qualquer citação de seu nome ou apelido. Mais ou menos como o mundo da bola faria com Mané: ninguém citava, mas todos lembravam sem precisar citar.

Cadê você, Mané ? Você passou.

Cadê Você ? Cadê Você ? Você Passou….O que era doce, o que não era se acabou
Cadê Você ? Cadê Você ? Você Passou….No video-tape do sonho a história gravou.

 

 

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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