Páginas Heróicas Imortais e o Craque de Ouro que embarcou no Trem Azul

Cruzeiro Esporte Clube. Durante os anos 60 e 70, na maioria deles, o território das Alterosas foi azul-celeste. Porém, esse azul, no começo da Década de 70, pendeu um pouco para a cor dourada.

O cenário de Minas Gerais já pendia para o ouro da genialidade musical do Clube da Esquina, capitaneados pelos cruzeirenses Milton Nascimento e Lô Borges,entre outros músicos talentosíssimos entre atleticanos, americanos e outros cruzeirenses, agitavam a noite da Av. Divinópolis, em Belo Horizonte. O sucesso do Clube da Esquina se confundia com as glórias do Cruzeiro.

O Cruzeiro, Campeão. Cena comum nos anos 70

O Cruzeiro, Campeão. Cena comum nos anos 70

 

Campeão Mineiro N vezes, Campeão da Libertadores, Campeão da Taça Brasil e quase Campeão Mundial. A Raposa bateu na trave contra os alemães do Bayern München, mas isso não importa. O que importa é que, o ouro dos títulos e de seus talentos fazia parte do imaginário da torcida cruzeirense. Mais precisamente, no começo da década de 70.

Copa de 1970, México.
Apesar do foco no Rei Pelé, no Furacão Jairzinho e no Reizinho do Parque Roberto Rivelino, o Brasil Tricampeão contava com um camisa 9 genial.

Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão. Atleta do Cruzeiro, que com sua habilidade ímpar, ganhava um longa metragem intitulado de “TOSTÃO, A FERA DE OURO“, dos cineastas Paulo Laender e Ricardo Gomes Leite, ambos cruzeirenses. O texto, curiosamente, é de autoria de um dos maiores atleticanos de todos os tempos: o saudoso escritos Roberto Drummont.

Produzido no final dos anos 60 durante as Eliminatórias para a Copa de 70, e lançado após o Tricampeonato da Seleção Brasileira em 1970, o filme, que aborda a vida dentro e fora dos gramados do astro cruzeirense, tem sua trilha sonora, em boa parte dela composta, justamente por Milton Nascimento, ao lado do americano Fernando Brant.

Parceria que, somada a Lô Borges,  estourara na época, quem diria, com uma canção intitulada “Trem Azul” composta por Lô, perfeita para designar o scratch celeste.

Ainda sobre a Trilha Sonora do Filme, vale lembrar a presença de  “Aqui é o País do Futebol”, que abre o álbum México’70 recomendado no post de ontem. A canção, composta por Milton Nascimento e cantada por Wilson Simonal,  encerra o longa-metragem.

A associação Cruzeiro-Clube da Esquina-Tostão, definitivamente era imediata.

Tostão, vitimado por um problema ocular em 1969, num lance com o zagueiro Ditão, ocorrido numa partida contra o Corinthians no Pacaembu, ocorrendo um deslocamento de retina do olho esquerdo. Tostão buscou corrigir o problema até em Houston, nos EUA, as vésperas da Copa de 1970, o que causava grande temor por parte dos brasileiros.

Tostão, após a Copa do Mundo de 1970, deixa o Cruzeiro e parte rumo ao Vasco da Gama. Fica um ano, sem sucesso na equipe cruzmaltina. Numa partida contra o Argentinos Juniors, sua retina é inflamada, causando um risco de ficar cego.

Tostão, que possuía uma visão de jogo sem igual, é obrigado a abandonar o futebol por ordens médicas. O risco não era mais o mesmo de 1969, havia aumentado sensivelmente e não era possível postergar a solução do problema, sendo obrigado a voltar a Houston.

A Fera de Ouro parou. O Cruzeiro não. Seguindo com estrelas como Raul, Nelinho, Palhinha e Dirceu Lopes, o Cruzeiro se sagra Campeão da Libertadores da América em 1976 pela primeira vez (repetira o feito em 1997), vencendo, em 1976 o River Plate, da Argentina, na Final. A exemplo, novamente de 1997, o Cruzeiro sucumbira para os alemães quando disputaria o Mundial Interclubes. Primeiro, o Bayern München em 1976. Depois, o Borussia Dortmund em 1997.

Era o último lampejo de genialidade de duas gerações, curiosamente precedidas pelo Atlético Mineiro, que virava a sensação.

Nos 70, com Reinaldo, Éder e João Leite. Nos 90, com Guilherme, Veloso e Belletti. Embora o Galo tenha botado uma pedra nos esquadrões azuis, as duas formações atleticanas não chegaram nem perto dos feitos cruzeirenses e jamais apagaria tamanhas páginas heróicas imortais, como diz o belíssimo hino da Raposa.

O Blog EU, RADAMÉS Y PELÉ apresenta, na íntegra, dividido em quatro partes o documentário TOSTÃO, A FERA DE OURO, premiando a parte azul de Minas Gerais, que embarcara num Trem Azul rumo a história do futebol internacional.

Grande abraço !

Luís Butti
Twitter: @luisbutti

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2 respostas para Páginas Heróicas Imortais e o Craque de Ouro que embarcou no Trem Azul

  1. Butti, só um adendo: da galera do Clube da Esquina, o poeta Fernando Brant é América e o Márcio, irmão do Lõ, creio que seja atleticano.

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