A Redenção Alvinegra Rio-Minas ou o Back In Black da Bola.

Olhe bem para estas imagens. A primeira completou 40 anos no ano que acabou de terminar. A segunda, está para ganhar maioridade e, mais um pouco, atingir os 20 anos.

O fato é que há quem coloque em xeque a grandiosidade do Clube Atlético Mineiro e do Botafogo de Futebol e Regatas pelo hiato de títulos de porte nacional neste período. Que heresia ! Gigantes sempre serão Gigantes.

Assim como bateu na tecla o meu amigo Rica Perrone no seu post de Final de ano, resolvi também embarcar neste tema. É possível (e bem provável) que leitores cruzeirenses, flamenguistas, vascaínos e tricolores discordem, mas torço sim, para que Botafogo x Atlético Mineiro façam a Final da Copa do Brasil de 2012.

Desde o gol de Dadá Maravilha contra o mesmo Botafogo, no Maracanã, findando o 1×0, que daria o primeiro e único Campeonato Brasileiro ao Atlético Mineiro, o Galo fechou quarenta anos com apenas títulos mineiros e duas edições da extinta Taça Conmebol em 1992 e 1997. O máximo que o Galo atingiu de grandeza nestas quatro décadas foi alguns vice-campeonatos Brasileiros, como em 1980, para o Flamengo e em 1999 para o Corinthians. Mesmo sem títulos de âmbito nacional, o Atlético Mineiro seguiu gigante, mesmo com o crescimento do rival Cruzeiro, no meio dos anos 70 e, mais recentemente, no começo dos anos 2000.

Derrubado por administrações desastrosas e reerguido pela Massa Atleticana, o Atlético Mineiro caiu para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro de 2005, voltando em 2006. Mas ainda não achou o caminho glorioso que sempre carregou.

Caminho não muito diferente possui o Botafogo, pros lados da Cidade Maravilhosa. Com um chato jejum, um Rebaixamento e uma volta por cima, a diferença para o Galo Mineiro é que o Botafogo tem um período menor de jejum (completará 17 anos, caso não seja Campeão Nacional em 2012). Com Túlio, Donizete e cia, o Botafogo abocanhou o Brasileirão de 1995, numa final polêmica (o Santos, supostamente teria sido prejudicado pela arbitragem – não ao meu ver, visto que onde o prejudicado na Final seria o Botafogo, com dois gols mal anulados na primeira partida, e gol do Santos irregular, o que daria o título ao clube carioca mesmo que computássemos o placar, sem os erros do segundo jogo, dando a vitória ao Peixe) contra o Santos no Pacaembu. Ao empatar por 1×1, o Botafogo se sagrou Campeão Brasileiro pela primeira e única vez (não estou computando os títulos de Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa).

De lá pra cá, foram alguns escassos títulos cariocas e um Torneio Rio-São Paulo em 1998. Em âmbito nacional, o máximo que o Fogão chegou neste período pós-1995, foi um Vice-Campeonato da Copa do Brasil para o Juventude (RS) em 1999.

A posse do Engenhão, um estádio moderno, (que se tornou a casa do futebol carioca até o retorno do Maracanã, em obras para a Copa do Mundo de 2014),  seja ela em comodato, aluguel ou o que for, é sim, um começo de pensamento mais futurista, porém não suficiente para que se atinja o patamar merecido.

Se fizermos um levantamento dos gigantes em Campeonatos Nacionais de 2000 pra cá chegaremos a seguinte conclusão:

O Corinthians é o atual Campeão Brasileiro de 2011, o Flamengo abocanhou em 2009 e o Fluminense em 2010. O Santos e o São Paulo tiveram várias conquistas nacionais pós-2000, o Cruzeiro, arqui-rival do Galo, faturou o Brasileirão em 2003, o Vasco da Gama venceu a Copa do Brasil em 2011, o Grêmio e o Palmeiras, embora já esteja fazendo de dez pra onze anos, venceram a Copa do Brasil em 2000 e a Copa dos Campeões Brasileiros em 2000.

Dos 12 gigantes, o Internacional foi o único que, ao lado de Atlético Mineiro e Botafogo, não conquistou nenhum caneco de âmbito nacional, mas foi amplamente compensado com torneios internacionais do mais alto gabarito.

Ou seja, dos doze gigantes do Futebol Brasileiro, apenas Botafogo e Atlético Mineiro ainda não acordaram para o profissionalismo que leva as conquistas.

É preciso uma reflexão profunda de gestão, profissionalismo e elenco. Desde a base até o profissional, para que o Galo e o Fogão voltem a ser respeitados como merecem.  Voltar as suas origens, resgatar ídolos do passado.

O futebol merece Atlético Mineiro e Botafogo fortes não apenas estadualmente. Torço por isso.

Nos destacamos mundo afora por termos um Campeonato Nacional fortíssimo com mais de dez gigantes, e não podemos perder nenhum deles.

Se, Atlético Mineiro e Botafogo, cada vez mais se espelharem em gestões vencedoras, se tornarem clubes copeiros e sem pipocar em decisão, certamente a estrada Rio-Minas será contemplada com o Back in Black da Bola.

O Brasil se pintará novamente de preto e branco numa Final Nacional  como em 1971 ou 1995.

Redenção, rapazeada.
Essa é a palavra chave. Tanto no Rio de Janeiro como em Belo Horizonte.

Luís Butti

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